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Ministro dos Negócios Estrangeiros denuncia tentativas de distorcer a história cubana

Havana, 21 de Maio (Cuba Soberana) O ministro cubano de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, denunciou hoje as tentativas dos opositores ao governo da ilha de distorcer o ocorrido em Cuba em 20 de maio de 1902.

“Para apagar a história, os anti-cubanos nos Estados Unidos estão a tentar redefinir o 20 de maio”, afirmou numa mensagem no X.

Segundo ele, essa data “marca o nascimento de uma República mutilada pela Emenda Platt”.

“A reivindicação das nossas mambises chegou a 1 de janeiro de 1959, depois de muito sangue bom ter forjado o caminho para a verdadeira independência”, afirmou na própria plataforma.

Depois de intervir na guerra entre Cuba e Espanha em 1898, os Estados Unidos mantiveram as suas tropas neste país e prepararam a farsa política da instauração de uma república fiel aos seus objectivos, segundo historiadores e investigadores.

A ocupação militar norte-americana no país caribenho, segundo eles, terminou em 19 de maio de 1902 e a República nasceu um dia depois, quando um novo governo e uma nova constituição foram estabelecidos e a bandeira cubana foi hasteada no Palácio dos Capitães Generais.

No entanto, salientam os especialistas, o sentimento de independência dos cubanos foi ignorado, foi criada uma administração ao serviço dos Estados Unidos e a Carta Magna tinha como apêndice a Emenda Platt.

Esta assegurava o domínio absoluto dos Estados Unidos sobre Cuba, sob a ameaça do uso da força para manter a ocupação militar.

Para além disso, obrigava ao arrendamento de terras para as estações navais norte-americanas e para a extração de carvão, daí a base naval de Guantánamo que se mantém contra a vontade do povo cubano.

Para muitos estudiosos, a história posterior a 20 de maio de 1902 confirmou que, nesse dia, Cuba se tornou uma nação refém, porque todos os seus passos foram autorizados por Washington, até ao triunfo revolucionário em 1959.

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