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Panamá: Sector da saúde cria Frente Nacional contra a Lei da Segurança Social

Como primeiras acções, os sindicatos estão a convocar uma grande marcha nacional para 28 de maio de 2025, que partirá do Parque de Porras até à Assembleia Nacional, onde será apresentado um projeto de lei para revogar a lei.

Numa proclamação de elevado conteúdo político e social, mais de uma dezena de sindicatos panamianos do sector da saúde anunciaram a criação da Frente de Sindicatos Profissionais, Técnicos e Administrativos do Setor da Saúde, como resposta directa ao impacto da Lei 462 de 2025, aprovada pelo governo nacional sob fortes críticas.

O regulamento, promovido pelo Executivo com o argumento de “salvar” o Fundo de Segurança Social (CSS), foi descrito pelos sindicatos como prejudicial aos direitos laborais e sociais do povo panamenho. Na sua declaração, os signatários afirmam que a lei oculta o aumento da idade da reforma, compromete os fundos de reserva da CSS ao entregá-los ao sector financeiro privado e negligencia a qualidade dos serviços de saúde.

“Esta lei não foi concebida para garantir cuidados de saúde dignos, mas sim para fazer negócios com o dinheiro dos outros”, alertam os signatários, que salientam que a tónica do texto legal é colocada nas finanças e não no bem-estar dos segurados.

Fonte: Gremios Salud Panamá

Um dos pontos mais polêmicos da lei é o artigo 41, que condiciona a estabilidade no emprego do pessoal da saúde a dois anos de serviço contínuo, o que já levou a demissões e exonerações, denunciam.

A Frente também denunciou o perfil autoritário do governo, que acusam de criminalizar o protesto e reprimir aqueles que exigem direitos. Neste contexto, apelam ao Presidente da República para que dê um sinal político de boa-fé e inclua a revogação da lei nas sessões extraordinárias da Assembleia Nacional.

Como primeiras acções, os sindicatos estão a convocar uma grande marcha nacional para o dia 28 de maio de 2025, que partirá do Parque das Porras até à Assembleia Nacional, onde será apresentado um projeto de lei de revogação da lei. Convidam também o pessoal do sector da saúde a usar uma bandolete preta simbólica em rejeição da Lei 462. Além disso, anunciaram que continuarão a comunicar novas medidas escalonadas à medida que a situação evoluir, mantendo-se firmes mas abertos ao diálogo.

O documento termina com um apelo à unidade nacional: “Chegou o momento de agir ou não haverá amanhã”, afirmam. Manifestam também a sua solidariedade para com os professores, trabalhadores, povos indígenas e estudantes, assegurando que as suas acções actuais definirão se estarão “do lado certo da história”.

A proclamação foi assinada por dirigentes das principais associações do sector, incluindo a Associação Nacional de Enfermeiros do Panamá, a Associação Médica do CSS, a Associação de Técnicos de Farmácia e a Coordenadora Nacional de Grémios Profissionais e Técnicos de Saúde, entre outras.

Fonte:

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