A Farsa em Três Actos: Como o Império Fabrica a Mentira para Justificar a Agressão Contra Cuba
A mentira fabricada. A verdade que resiste. A farsa em três actos.
Há uma coreografia que se repete. O império ensaia os mesmos passos, década após década, país após país. Primeiro, o cerco económico. Depois, a campanha de difamação. A seguir, a fabricação de uma “crise humanitária”. E, finalmente, o pretexto para a intervenção militar.
Cuba conhece esta coreografia melhor do que ninguém. São mais de 60 anos de ensaio. E agora, com a acusação fraudulenta ao General Raúl Castro, a escalada atinge um novo patamar.
Este artigo é um mergulho nos bastidores dessa farsa. Nele, vamos percorrer três actos. No primeiro, a hipocrisia de Washington ao acusar Raúl Castro por um acto de defesa da soberania nacional, enquanto protege os verdadeiros criminosos. No segundo, as raízes podres da extrema-direita cubano-americana, que construiu a sua “causa” sobre os cadáveres de 20.000 vítimas do regime de Batista. E, no terceiro, a guerra cognitiva nas redes sociais, onde se fabrica o caos para justificar a invasão.
O império mudou de tácticas, mas não mudou de objectivo. A mentira, hoje, é produzida em série – em tribunais, em noticiários, em publicações pagas, em algoritmos. E tu, camarada, és o alvo. Não deste artigo. Da guerra que ele denuncia.
Agora, lê com atenção. Porque o que vem a seguir não é uma teoria da conspiração. É a descrição do método.

1. A Ponta do Icebergue: A Acusação Hipócrita contra Raúl Castro
Este bloco aborda o artigo de Razones de Cuba “Por qué el Departamento de Justicia acusa a Raúl Castro y no a Trump”.
O primeiro artigo desmonta a mais recente farsa de Washington: a acusação ao General Raúl Castro por um incidente de defesa do espaço aéreo em 1996. A hipocrisia é revelada quando se contrasta esta acção com a impunidade concedida a Donald Trump, apesar dos seus próprios crimes e da clara e prévia advertência da FAA de que as provocações dos voos de “Hermanos al Rescate” poderiam levar a uma tragédia. O silêncio cúmplice das autoridades dos EUA transformou a legítima defesa da soberania cubana num acto criminoso, invertendo a lógica e os factos.
2. As Raízes da Mentira: A Longa História de Impunidade em Miami
Este bloco aborda o artigo “Verdades que no se dicen en Miami”.
O segundo artigo faz o trabalho de escavar o passado para explicar o presente. A mafia terrorista e a extrema-direita cubano-americana que hoje clama por invasão tem as suas origens na podridão do regime de Batista, que deixou um rasto de 20.000 mortos, exploração e miséria. Os verdadeiros criminosos que fugiram de Cuba foram acolhidos e protegidos pelos EUA, que nunca os extraditou para responder pelos seus actos. Esta secção estabelece que a “causa” defendida por esses grupos não tem qualquer base moral, sendo construída sobre os escombros de um sistema capitalista falido.
3. O Arsenal da Guerra Híbrida: “A Guerra Cognitiva no Facebook”
Este bloco aborda os dois artigos sobre a “guerra cognitiva”, que funcionam como um díptico.
A terceira parte da nossa narrativa mostra como a guerra se trava agora no campo da desinformação. O artigo descreve a maquinaria utilizada para fabricar um caos interno: convocatórias para manifestações inexistentes, reciclagem de vídeos antigos como se fossem actuais e convites a actos de sabotagem. O objectivo é criar a ilusão de um país ingovernável, uma “prova” do caos que justificará, mais tarde, uma “intervenção humanitária”.
A Grande Finalidade: Fabricar a “Demanda” por Invasão
Este bloco aborda o artigo “Guerra cognitiva en Facebook: así es como se fabrica la ‘demanda’ de invasión a Cuba”.
O último artigo fecha o ciclo e revela o objectivo estratégico de todos os actos anteriores. As sanções, a acusação judicial a Raúl Castro e, em paralelo, a guerra cognitiva nas redes, têm um propósito claro: criar artificialmente uma “demanda” por uma invasão militar a Cuba. A maquinaria de propaganda trabalha para saturar o público com mentiras e cenários de caos, de modo a que a agressão seja vendida como uma necessidade humanitária.
Nota Final: A Acusação
Este artigo não é uma análise. É uma acusação.
Acuso o império de praticar, há mais de seis décadas, um genocídio em câmara lenta contra o povo cubano. Não com exércitos a descoberto, mas com a fome como arma, com a falta de medicamentos como tortura, com o estrangulamento económico como método de extermínio. São mais de 60 anos de bloqueio – o mais longo da história – que já causaram perdas calculadas em biliões de dólares e, mais grave, em vidas humanas que se poderiam ter salvado.
Acuso o governo dos Estados Unidos de fabricar acusações fraudulentas contra líderes revolucionários, como Raúl Castro, numa tentativa desesperada de reescrever a história e justificar a agressão. O mesmo governo que protege e acolhe terroristas confessos, que financia a subversão dentro da ilha, que mantém uma base militar em território ocupado em Guantánamo, que viola sistematicamente a Carta da ONU e o Direito Internacional.
Acuso a máquina de propaganda imperial de fabricar, em laboratório, a “demanda” por uma invasão a Cuba. Sei como funciona: fabrica-se o caos nas redes sociais, reciclam-se imagens antigas como se fossem actuais, pagam-se complacentes para gritarem slogans pré-fabricados. O objectivo é criar a ilusão de um país ingovernável para vender ao mundo a necessidade de uma “intervenção humanitária”.
E acuso, finalmente, a cumplicidade silenciosa dos que, do nosso lado, suavizam o crime chamando-lhe “embargo” em vez de bloqueio. Esses também têm responsabilidade. Porque quando se normaliza a linguagem do inimigo, está-se a branquear o genocídio.
O povo cubano resiste. Mas a resistência tem um preço. E o preço é pago todos os dias – com apagões de 20 horas, com falta de combustível para cozinhar, com hospitais a funcionar à luz de velas, com mães que dividem o prato, com crianças que aprendem, no escuro, que a liberdade não se negocia.
A história, camarada, há-de perguntar: de que lado estiveste? Os que hoje fabricam a mentira, os que acusam fraudulentamente, os que financiam o caos – esses já escolheram o seu. Nós também.
¡Hasta la victoria siempre!
E que a verdade – a única – continue a cortar mais fundo do que qualquer mentira.
¡Patria o Muerte! ¡Venceremos!
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Paulo Jorge da Silva | Um activista português que viu, cheirou e sentiu o bloqueio. Pela soberania de Cuba. Pelo fim do cerco. Pelos milhões que, em silêncio, já decidiram de que lado estão. Porque os princípios, como Fidel ensinou, não se negoceiam.


