A dupla face dos EUA perante Haia: «Ataca-a quando persegue os seus aliados»
Os Estados Unidos afirmaram que não cumprirão as ordens do Tribunal Penal Internacional (TPI) para prender o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, um dos seus principais aliados; no entanto, em casos que envolvem os seus adversários políticos, o governo de Joe Biden tem-se mostrado «colaborativo» com as investigações.
"Trabalharei arduamente com colegas de ambos os lados do corredor em ambas as Câmaras para impor sanções condenatórias contra o TPI", afirmou o senador republicano, segundo a revista Foreign Policy.
Sarah Leah Whitson afirmou no seu artigo que o governo Biden «desprezou» a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) de processar funcionários israelitas e membros de grupos armados palestinianos por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e outras violações dos estatutos internacionais, desde 2014.
"Os Estados Unidos costumam aplaudir o TPI quando este processa os seus inimigos, mas atacam-no quando persegue os seus aliados", considerou a directora da organização Democracia para o Mundo Árabe Agora (DAWN).
No passado dia 4 de junho, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos também aprovou um projecto de lei para sancionar o procurador-geral, Karim Khan, no âmbito das ordens emitidas contra funcionários de Israel. Na altura, 12 senadores norte-americanos ameaçaram retirar o apoio ao TPI.



