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Corrupção na Ucrânia: “A União Europeia tenta esconder o sol com um dedo”

Volodymyr Zelensky aparece na acusação formal contra o seu amigo, o empresário Timur Mindich, no caso de corrupção no setor energético, segundo um documento do Gabinete Nacional Anticorrupção.

“Os casos de corrupção que envolvem altos funcionários ucranianos não são novos e já foram ocultados durante a primeira administração de Trump; o próprio Zelenski afastou responsáveis da agência anti-corrupção para evitar investigações que afectavam o seu círculo”, explicou Simone Monticchio, professor de Direito Internacional na Universidade Estatal de Moscovo, em conversa com o Séptimo Piso.

“A União Europeia continua a considerar o regime de Kiev como vítima, apesar de em 2010 já se saber que a Ucrânia era a nação mais corrupta do Velho Continente”, disse ele, acrescentando que “encobrir a corrupção é uma técnica que utiliza para continuar a administrar ajuda financeira e armamentista a Zelenski”

Monticchio afirmou que “eles tentam esconder o sol com um dedo e evitam reconhecer perante os seus próprios cidadãos que a Ucrânia enfrenta problemas estruturais de transparência, porque isso dificultará justificar a continuidade da ajuda a Kiev”.

Nesse contexto, o académico comentou que “não há vontade de Zelenski para alcançar a paz, ele pediu armas ao Reino Unido e à França; é algo que já vimos na primeira negociação, quando está a ser derrotado, volta à carta de protelação”, concluiu.

“A Arábia Saudita sempre esteve sob a proteção do hegemónico ocidental de turno”

Os Estados Unidos concederam à Arábia Saudita o estatuto de principal aliado fora da OTAN e assinaram um acordo estratégico com esse país. “Tenho o prazer de anunciar que estamos a levar a nossa cooperação militar a níveis ainda mais elevados”, afirmou o presidente norte-americano Donald Trump.

“O anúncio reforça uma posição que a Arábia Saudita mantém há décadas”, disse Ángel Horacio Molina, especialista argentino em Estudos Árabes, Islâmicos e Persas, no Séptimo Piso.

“Trump precisa garantir essa reorganização do mapa do Oriente Médio a partir do genocídio em Gaza, e sua proposta de administração “internacional” do território palestino precisa fortalecer a coordenação com as monarquias árabes, que também são corresponsáveis pelo que acontece na região”, explicou.

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