Confirmam encontro entre delegações de Cuba e dos Estados Unidos
Um funcionário cubano afirmou que «o fim do bloqueio energético contra o país foi uma questão de máxima prioridade» para a sua delegação.
As autoridades cubanas informaram esta segunda-feira que se realizou recentemente uma reunião entre representantes de Washington e de Havana no meio das ameaças dos EUA, segundo noticiou o jornal oficial Granma.
Participaram secretários adjuntos do Departamento de Estado e, pela parte cubana, a nível de vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, precisou o subdirector-geral responsável pelos EUA no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Alejandro García del Toro.
«A eliminação do cerco energético contra o país foi uma questão de máxima prioridade para a nossa delegação. Este acto de coacção económica constitui um castigo injustificado para toda a população cubana», afirmou.
García del Toro classificou-o como «uma chantagem à escala global contra Estados soberanos, os quais têm todo o direito de exportar combustíveis para Cuba, ao abrigo das normas que regem o comércio livre».
No entanto, o funcionário esclareceu que «nenhuma das partes estabeleceu prazos nem fez ameaças». Apesar da tensão vividas nos últimos meses, assegurou que «o diálogo decorreu de forma respeitosa e profissional».
Ameaça dos EUA a Cuba
- A 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto presidencial que declara uma «emergência nacional» face à suposta «ameaça invulgar e extraordinária» que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança dos EUA e da região. O texto acusa o Governo cubano de se aliar a «inúmeros países hostis», de acolher «grupos terroristas transnacionais» e de permitir a implantação na ilha de «capacidades militares e de inteligência sofisticadas» da Rússia e da China.
- Nessa base, foi anunciada a imposição de direitos aduaneiros aos países que vendem petróleo à nação antilhana, a que se somam ameaças de retaliação contra aqueles que desrespeitem o decreto da Casa Branca.
- Esta medida surge num contexto de escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, tem rejeitado essas alegações e advertiu que defenderá a sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que «esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais».
- No passado dia 7 de março, Trump anunciou que «uma grande mudança chegará em breve a Cuba», que — acrescentou — está a chegar «ao fim do caminho».
- Os EUA mantêm o bloqueio económico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com inúmeras medidas coercivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
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