A Farsa do Narcoterrorismo – A Desculpa Infalível
Quando o Império se Veste de Gendarme
“Primeiro foi o ‘comunismo’. Depois a ‘luta contra as drogas’. Agora é o ‘narcoterrorismo’. A história do imperialismo é a história de desculpas renovadas para justificar o mesmo: a invasão, o saque e o controlo de povos soberanos. Hoje, contra a Venezuela, Washington reciclou o seu guião mais cínico: acusar um governo revolucionário de ser ‘Estado narcotraficante’, enquanto as suas próprias agências traficam armas, protegem cartéis e lavam dinheiro à escala industrial.”

🕵️ 1. As Origens de um Guião Pré-Fabricado
A acusação de “narcoterrorismo” contra a Venezuela não nasce em 2020. Remonta a:
2005: A DEA retira os seus agentes da Venezuela após o governo de Chávez exigir respeito à soberania em operações antidroga.
2015: O Departamento do Tesouro dos EUA sanciona funcionários venezuelanos por “ligações ao narcotráfico” sem apresentar provas públicas.
2020: O Departamento de Justiça dos EUA anuncia um cartel imaginário chamado “Cartel de Los Soles. e oferece 15 milhões de dólares pela captura do presidente Maduro.
“Um guião tão absurdo que até Hollywood o rejeitaria por inverosímil.”
📊 2. Os Dados que Desmentem a Mentira
A Venezuela ocupa o 68.º lugar no Índice Global de Narcotráfico (UNODC), muito atrás de México, Colômbia ou Estados Unidos.
Mais de 90% da cocaína que chega aos EUA passa por países aliados (Colômbia, América Central), não pela Venezuela.
A DEA admite em relatórios internos que não há evidências de “Estado narcotraficante” venezuelano, mas insiste na narrativa por razões geopolíticas.
⚖️ 3. A Hipocrisia do Gendarme Global
Enquanto acusa a Venezuela, os EUA:
Lavam anualmente 500 mil milhões de dólares de narcotráfico através dos seus bancos (HSBC, Wells Fargo, Citigroup).
Armou e financiou cartéis na Nicarágua (Contras) e no Afeganistão.
Protege chefes como ‘El Mayo’ Zambada, informante da DEA.
🧩 4. O Objectivo Real: Justificar a Agressão
A acusação de “Estado narcotraficante” serve para:
Legitimar sanções económicas que estrangulam a população civil.
Preparar operações militares sob a bandeira de “luta antidroga”.
Criminalizar a ajuda internacional (Cuba, Rússia, Irão) à Venezuela.
Distrair a opinião pública dos crimes reais do imperialismo.
🛡️ 5. A Resposta Venezuelana: Soberania e Verdade
A Venezuela responde com:
Cooperação antidroga com a ONU e países como Portugal e Noruega.
Destruição recorde de plantações de coca (mais de 300.000 hectares desde 2005).
Denúncia sistemática da politização da luta antidroga.
Fortalecimento da justiça própria contra o microtráfico interno.
💥 Conclusão: A Droga do Império Chama-se Mentira
A Venezuela não é um território a ser negociado, nem um povo a ser calado. É a encarnação viva de um sonho que começou com a espada libertadora de Simón Bolívar, cresceu com o amor revolucionário de Hugo Chávez e hoje se sustenta na resistência inquebrantável de Nicolás Maduro e do povo bolivariano. Cada acusação fabricada, cada sanção criminosa, cada mentira mediática não é um ataque contra um governo — é um ataque contra a ideia mesma de soberania na América Latina.
Mas o império subestima uma força que não se mede em barris de petróleo nem em reservas monetárias: a força moral de um povo que conhece o seu lugar na história. Um povo que, quando perguntado ‘de que lado estás?’, responde com o coração em Chávez, a mente em Bolívar e os pés firmes na terra da Pátria Grande.
Porque a Venezuela não está só a defender as suas fronteiras geográficas. Está a defender a fronteira última da dignidade dos povos do Sul — a linha que separa a submissão da liberdade, a mentira da verdade, o colonialismo do amanhecer soberano.
E enquanto houver uma criança em Caracas que saiba quem foi Simón Bolívar, um jovem nos barrios que cante ‘Yo soy Chávez’, um soldado bolivariano que guarde a fronteira do Esequibo com honra, e um presidente operário que diga ‘¡Aquí no se rinde nadie!’, esta batalha já está ganha.
Contra o narcoterrorismo fabricado, a Venezuela responde com a verdade histórica. Contra as sanções, responde com produção. Contra as mentiras, responde com organização popular. Porque, como gritou Chávez: ‘Aqui não há volta atrás!’. E este ‘aqui’ chama-se Venezuela — terra de Bolívar, de Chávez, de Maduro, e de um povo que nunca, nunca, se vergará.
Porque, no fim, o petróleo pode ser bloqueado, o ouro pode ser roubado, a economia pode ser asfixiada — mas a consciência de um povo que decidiu ser livre é invencível. Porque a Venezuela não é uma opção entre muitas: é um destino. Um destino escrito com a tinta do sangue de Bolívar, alimentado pelo verbo ardente de Chávez, e defendido com a teimosia sagrada de Maduro e do seu povo.
E por isso, perante a história e perante o mundo, a sentença é única, irrevogável e eterna:
A Venezuela de hoje, a de amanhã, a de sempre,
será livre, será soberana, será bolivariana…
ou não será.

Autor:
Paulo Jorge Da Silva, editor da página Cuba Soberana. Comunista internacionalista, anti-imperialista e solidário com a Revolução Cubana e Bolivariana e luta dos povos pela soberania.

