Artigos de OpiniãoPaulo Da Silva

A Farsa do Narcoterrorismo – A Desculpa Infalível

Quando o Império se Veste de Gendarme

“Primeiro foi o ‘comunismo’. Depois a ‘luta contra as drogas’. Agora é o ‘narcoterrorismo’. A história do imperialismo é a história de desculpas renovadas para justificar o mesmo: a invasão, o saque e o controlo de povos soberanos. Hoje, contra a Venezuela, Washington reciclou o seu guião mais cínico: acusar um governo revolucionário de ser ‘Estado narcotraficante’, enquanto as suas próprias agências traficam armas, protegem cartéis e lavam dinheiro à escala industrial.”

🕵️ 1. As Origens de um Guião Pré-Fabricado

A acusação de “narcoterrorismo” contra a Venezuela não nasce em 2020. Remonta a:

  • 2005: A DEA retira os seus agentes da Venezuela após o governo de Chávez exigir respeito à soberania em operações antidroga.

  • 2015: O Departamento do Tesouro dos EUA sanciona funcionários venezuelanos por “ligações ao narcotráfico” sem apresentar provas públicas.

  • 2020: O Departamento de Justiça dos EUA anuncia um cartel imaginário chamado “Cartel de Los Soles. e oferece 15 milhões de dólares pela captura do presidente Maduro.

“Um guião tão absurdo que até Hollywood o rejeitaria por inverosímil.”


📊 2. Os Dados que Desmentem a Mentira

  • A Venezuela ocupa o 68.º lugar no Índice Global de Narcotráfico (UNODC), muito atrás de México, Colômbia ou Estados Unidos.

  • Mais de 90% da cocaína que chega aos EUA passa por países aliados (Colômbia, América Central), não pela Venezuela.

  • DEA admite em relatórios internos que não há evidências de “Estado narcotraficante” venezuelano, mas insiste na narrativa por razões geopolíticas.


⚖️ 3. A Hipocrisia do Gendarme Global

Enquanto acusa a Venezuela, os EUA:

  • Lavam anualmente 500 mil milhões de dólares de narcotráfico através dos seus bancos (HSBC, Wells Fargo, Citigroup).

  • Armou e financiou cartéis na Nicarágua (Contras) e no Afeganistão.

  • Protege chefes como ‘El Mayo’ Zambada, informante da DEA.


🧩 4. O Objectivo Real: Justificar a Agressão

A acusação de “Estado narcotraficante” serve para:

  • Legitimar sanções económicas que estrangulam a população civil.

  • Preparar operações militares sob a bandeira de “luta antidroga”.

  • Criminalizar a ajuda internacional (Cuba, Rússia, Irão) à Venezuela.

  • Distrair a opinião pública dos crimes reais do imperialismo.


🛡️ 5. A Resposta Venezuelana: Soberania e Verdade

A Venezuela responde com:

  • Cooperação antidroga com a ONU e países como Portugal e Noruega.

  • Destruição recorde de plantações de coca (mais de 300.000 hectares desde 2005).

  • Denúncia sistemática da politização da luta antidroga.

  • Fortalecimento da justiça própria contra o microtráfico interno.


💥 Conclusão: A Droga do Império Chama-se Mentira

A Venezuela não é um território a ser negociado, nem um povo a ser calado. É a encarnação viva de um sonho que começou com a espada libertadora de Simón Bolívar, cresceu com o amor revolucionário de Hugo Chávez e hoje se sustenta na resistência inquebrantável de Nicolás Maduro e do povo bolivariano. Cada acusação fabricada, cada sanção criminosa, cada mentira mediática não é um ataque contra um governo — é um ataque contra a ideia mesma de soberania na América Latina.

Mas o império subestima uma força que não se mede em barris de petróleo nem em reservas monetárias: a força moral de um povo que conhece o seu lugar na história. Um povo que, quando perguntado ‘de que lado estás?’, responde com o coração em Chávez, a mente em Bolívar e os pés firmes na terra da Pátria Grande.

Porque a Venezuela não está só a defender as suas fronteiras geográficas. Está a defender a fronteira última da dignidade dos povos do Sul — a linha que separa a submissão da liberdade, a mentira da verdade, o colonialismo do amanhecer soberano.

E enquanto houver uma criança em Caracas que saiba quem foi Simón Bolívar, um jovem nos barrios que cante ‘Yo soy Chávez’, um soldado bolivariano que guarde a fronteira do Esequibo com honra, e um presidente operário que diga ‘¡Aquí no se rinde nadie!’, esta batalha já está ganha.

Contra o narcoterrorismo fabricado, a Venezuela responde com a verdade histórica. Contra as sanções, responde com produção. Contra as mentiras, responde com organização popular. Porque, como gritou Chávez: ‘Aqui não há volta atrás!’. E este ‘aqui’ chama-se Venezuela — terra de Bolívar, de Chávez, de Maduro, e de um povo que nunca, nunca, se vergará.

Porque, no fim, o petróleo pode ser bloqueado, o ouro pode ser roubado, a economia pode ser asfixiada — mas a consciência de um povo que decidiu ser livre é invencível.  Porque a Venezuela não é uma opção entre muitas: é um destino. Um destino escrito com a tinta do sangue de Bolívar, alimentado pelo verbo ardente de Chávez, e defendido com a teimosia sagrada de Maduro e do seu povo.

E por isso, perante a história e perante o mundo, a sentença é única, irrevogável e eterna:

A Venezuela de hoje, a de amanhã, a de sempre,
será livre, será soberana, será bolivariana…
ou não será.

Autor:

Paulo Jorge Da Silva, editor da página Cuba Soberana. Comunista internacionalista, anti-imperialista e solidário com a Revolução Cubana e Bolivariana e luta dos povos pela soberania.

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

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Paulo Da Silva

Um activista português que viu, cheirou e sentiu o bloqueio. Pela soberania de Cuba. Pelo fim do cerco. Pelos milhões que, em silêncio, já decidiram de que lado estão. Porque os princípios, como Fidel ensinou, não se negoceiam.

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