A Flotilha Global Sumud confirma o segundo ataque com drones em 48 horas
“O incêndio já foi extinto e todos os passageiros e tripulantes estão em segurança”, informaram os tripulantes de uma das embarcações da Flotilha.
A Flotilha Global Sumud (GSF) confirmou que um dos seus navios, chamado “Alma”, foi atacado por um drone enquanto estava atracado em águas tunisinas na terça-feira, o que marca o segundo ataque deste tipo em apenas dois dias contra a missão humanitária a Gaza.
O navio “Alma”», que navegava sob bandeira britânica, sofreu danos causados por um incêndio no convés superior, informou a Flotilha num comunicado.
Felizmente, o incêndio já foi extinto e todos os passageiros e tripulantes estão em segurança.
A GSF anunciou que está a ser realizada uma investigação para esclarecer os factos e prometeu publicar mais informações assim que estiverem disponíveis.
Anteriormente, o “Barco Familiar”, outro dos principais navios da Flotilha, foi atingido por um drone no porto tunisino de Sidi Bou Said na passada segunda-feira, às 23h02 (hora local).
O navio, com bandeira portuguesa e que transportava membros do Comité Directivo da GSF, sofreu danos no convés principal e no armazenamento sob o convés, embora os seus seis passageiros e a tripulação tenham saído ilesos.
A GSF denunciou estes ataques como uma “tentativa orquestrada de distrair e descarrilar” a sua missão pacífica, num contexto de intensificação da agressão israelita contra os palestinianos em Gaza.
Por seu lado, a relatora especial da ONU para os territórios palestinianos ocupados, Francesca Albanese, denunciou através das redes sociais: “Segundo ataque à Flotilha, ainda em águas tunisinas, em dois dias! As imagens de vídeo sugerem que um drone, sem luz e, portanto, invisível, lançou um dispositivo que incendiou o convés do navio Alma.”
BREAKING!!‼️
— Francesca Albanese, UN Special Rapporteur oPt (@FranceskAlbs) September 9, 2025
Second attack on the Flotilla, still in Tunisian waters, in two days!
Video evidence suggests that a drone - with no light so it could not be seen - dropped a device 👇that set the deck of the Alma boat on fire.
Look by yourself and draw your conclusions https://t.co/ZQylq6aLYD pic.twitter.com/bJ8QaSzTho
Apesar desta agressão, a frota reiterou o seu compromisso inabalável com a solidariedade para com o povo de Gaza e o seu objetivo de quebrar o bloqueio ilegal imposto por Israel.
A missão humanitária da Flotilha Global Sumud, sucessora da conhecida Flotilha da Liberdade, é a quarta tentativa este ano de abrir um corredor humanitário marítimo para Gaza.
É composta pela União da Frota da Liberdade, o Movimento Global para Gaza, a Frota da Resiliência e a organização malaia Sumud Nusantara. Inclui 300 ativistas de 44 países, entre eles figuras como a sueca Greta Thunberg e a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau, a bordo de dezenas de barcos que transportam suprimentos médicos e ajuda alimentar.
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