Cuba

Analisam em Cuba a vigência da «Operação Verdade»

Camagüey, Cuba, 22 de janeiro (Cuba Soberana) Especialistas e jornalistas desta província central relembraram e debateram hoje a vigência da «Operação Verdade», iniciativa lançada em 1959 para combater campanhas de desinformação contra a Revolução Cubana.

O encontro, convocado pela União dos Jornalistas de Cuba (UPEC) na sua sede local, analisou o contexto daquela conferência de imprensa organizada em janeiro de 1959 pelo líder histórico da Revolução Fidel Castro.

O seu objectivo era desarticular uma campanha internacional que, utilizando termos emotivos como «banho de sangue», procurava isolar a Revolução nascente, distorcendo os julgamentos contra torturadores e assassinos da ditadura de Fulgencio Batista.

A professora e investigadora Miosotis Fabelo destacou a continuidade das violações do direito internacional contra Cuba e outros países soberanos e criticou o que classificou como «a inação da ONU» em casos como as agressões contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

«Desde janeiro de 1959, Fidel denunciou todos aqueles que cobram para mentir», lembrou Fabelo, evocando as palavras do Comandante em Chefe sobre o uso do «dinheiro da oligarquia internacional», obtido — segundo ele — por meio de roubo, para financiar campanhas contra Cuba «para comprar consciências e semear o ódio».

Os participantes concordaram que está a ser travada uma «guerra mediática» com maiores recursos, potenciada na era digital, onde Cuba e a Venezuela continuam a ser «trending topic» de narrativas hostis.

O jornalista Pedro Paneque, da Radio Cadena Agramonte, relembrou o impacto popular das aparições públicas de Fidel Castro, que esclareciam a realidade do país mesmo quando os televisores eram escassos, chegando a comover pessoas abastadas.

«Foi uma ideia genial que esclareceu a realidade do momento, e essa Operação Verdade ainda não terminou», afirmou.

Juan Mendoza, presidente da UPEC em Camagüey, destacou que Fidel Castro tinha clareza sobre a importância da comunicação política e da sua convocação à imprensa, incluindo a internacional, deixando um ensinamento que «devemos continuar a praticar» diante das atuais «lacunas de informação».

O debate terminou com um consenso sobre a necessidade de estarmos atentos às narrativas globais da mídia, reafirmando que, 67 anos depois, a batalha pela verdade impulsionada desde os primeiros dias da Revolução continua totalmente relevante.

Fonte:

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

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