Cabinda, símbolo da amizade entre dois povos
Cinco décadas após a proclamação da independência nacional de Angola e a heroica batalha de Cabinda, esta província continua a ser um símbolo de irmandade entre dois povos.
Lazo visitou o Hospital Geral de Cabinda, onde conversou com uma delegação de colaboradores cubanos da área da saúde, que apoiam o povo da nação africana. Foto: Enrique Moreno Gimeranez
Cabinda, Angola.–”Os imperialistas não conseguiram tomar Cabinda e sofreram ali uma derrota esmagadora”, afirmou o líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, no acto realizado na Praça Primeiro de Maio, em Luanda, em 27 de março de 1977.
Naqueles anos, a situação era muito difícil para o irmão povo angolano: enquanto os racistas sul-africanos avançavam pelo sul, os mercenários e as tropas do Zaire estavam a poucos quilómetros de Luanda, e as tropas mercenárias apoiadas pelo exército regular do Zaire preparavam-se para atacar Cabinda, de acordo com os planos do imperialismo.
A intenção era tomar Cabinda – importante enclave angolano pela sua posição estratégica e recursos naturais – e, em colaboração com os fascistas da África do Sul, ocupar todo o território de Angola, frustrando assim a proclamação da independência nacional deste país africano irmão, prevista para 11 de novembro de 1975.
Mas, como assinalou o Comandante-em-Chefe Fidel Castro, os imperialistas e invasores estrangeiros “cometeram um erro: não contaram com o povo de Angola, não contaram com o MPLA, não contaram com as Fapla. E não contaram com a solidariedade internacional (…). E a 11 de novembro, quando ainda se ouvia o estrondo da artilharia em Luanda, o camarada Agostinho Neto, após tantos sacrifícios e tanta luta, pôde finalmente proclamar a independência de Angola”. Em essência, Cabinda foi “defendida heroicamente pelos combatentes do MPLA com um punhado de instrutores cubanos”, como afirmou Fidel.
Meio século depois daquela vitória épica dos angolanos e cubanos, o membro do Bureau Político, Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado, chegou a esta província angolana, acompanhado pela delegação da Maior das Antilhas que participa nas comemorações do 50.º aniversário da independência nacional do país africano irmão, bem como nas actividades centrais por ocasião dos 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e Angola.
À sua chegada ao aeroporto Maria Mambo Café, Lazo Hernández foi recebido pelo vice-governador de Cabinda para Serviços Técnicos e Infraestruturas, Juliano Capita, e posteriormente manteve um encontro fraternal com as autoridades deste território na sede do Governo provincial de Cabinda.
O vice-governador transmitiu calorosas saudações ao presidente da Assembleia Nacional da governadora provincial, Suzana Fernanda Pemba Massiala de Abreu, enquanto o titular do Parlamento cubano destacou a proximidade histórica entre Cabinda e Cuba, prova da profunda irmandade entre os nossos povos.
Ao mesmo tempo, partilhou a situação actual do país, caracterizada pelo processo de recuperação face aos danos causados pelo furacão Melissa e pelo enfrentamento das consequências do bloqueio imposto pelo Governo dos EUA.
Posteriormente, percorreu áreas onde se desenvolveu a histórica batalha de Cabinda. Aqui, os oficiais angolanos reconheceram a heroica contribuição internacionalista cubana para a sua nação.
“Este momento representa não só uma homenagem à memória dos heróis que caíram na luta pela soberania nacional, mas também uma oportunidade para partilhar experiências, fortalecer a disciplina, o profissionalismo e a apreciação mútua dos princípios militares que unem os nossos povos”, afirmou Miguel Casimiro Mádia Kanga, brigadeiro desta unidade militar angolana.
Por sua vez, o Herói da República de Cuba, general de Divisão Ramón Pardo Guerra, destacou a relevância desta batalha como parte da luta pela independência nacional e integridade territorial de Angola, bem como o legado do general de Corpo de Exército Ramón Espinosa Martín.
A visita de Esteban Lazo continuou no Hospital Geral de Cabinda, onde teve um encontro emocionante com uma representação dos mais de 40 colaboradores cubanos da área da saúde, que apoiam aqui o povo da nação africana.
Cinco décadas após a proclamação da independência nacional de Angola e da heroica batalha de Cabinda, esta província continua a ser um símbolo de irmandade entre dois povos, geograficamente distantes, mas unidos na luta comum contra o colonialismo, o apartheid e o imperialismo; pela independência, a liberdade e a soberania nacional.
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