Com a Venezuela, Cuba levanta-se em pé de luta e resistência
Em toda Cuba, o povo da maior das Antilhas juntou-se à condenação contra a agressão militar dos EUA na Venezuela.
Com gritos de «Abaixo o imperialismo!» e condenando os ataques militares perpetrados pelos EUA na madrugada deste sábado, moradores da capital cubana, em representação da maior das Antilhas, reuniram-se na Tribuna Anti-imperialista de Havana para condenar as ações de Washington no prolongado cerco à Venezuela e o sequestro do seu presidente constitucionalmente eleito, Nicolás Maduro, bem como para manifestar a sua solidariedade com esse povo que sofre a agressão.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel denunciou em termos enérgicos a acção da Casa Branca, ao mesmo tempo que classificou de brutal, traiçoeiro, inaceitável e vulgar o ataque e posterior sequestro do chefe de Estado venezuelano e da primeira combatente Cilia Flores.
Díaz-Canel transmitiu assim a rejeição da nação caribenha à agressão, que classifica estes acontecimentos como terrorismo de Estado e uma violação intolerável da proclamação da América Latina e das Caraíbas como zona de paz e das normas básicas do Direito Internacional.
Desta forma, o mandatário cubano lembrou que: «a terra de Bolívar é sagrada e um ataque a ela é um ataque a todos os filhos dignos da América e por ela estamos dispostos a dar o nosso próprio sangue e vida».
Díaz Canel advertiu que estes ataques injustificados e arrogantes quebram a estabilidade regional, procuram saquear as riquezas naturais do país sul-americano e extinguir esse bastião de resistência desde a chegada do Comandante Chávez à presidência e o início do processo bolivariano.
🇨🇺| Presidente @DiazCanelB encabezó acto en apoyo a #Venezuela y de repudio al ataque imperialista de Estados Unidos a esa hermana nación.
— Presidencia Cuba 🇨🇺 (@PresidenciaCuba) January 3, 2026
¡Gloria al bravo pueblo!#CubaConVenezuela 🇻🇪 pic.twitter.com/vmjhr77BPp
«Quem celebra o acto contra uma nação soberana do continente só pode fazê-lo a partir do ódio que obscurece o seu julgamento», afirmou, ao mesmo tempo que exortou a comunidade internacional a reforçar a repulsa a esses atos que contrariam a soberania e a determinação dos povos. Sobre a resposta dos venezuelanos, ele destacou a sua capacidade de «sair em defesa da sua soberania, da sua democracia e do seu presidente, como fizeram em abril de 2002, diante da tentativa de golpe promovida também pelo governo norte-americano».
Ele enfatizou ainda que «os EUA não têm autoridade moral ou legal para sequestrar o presidente venezuelano de seu país, mas são responsáveis perante o mundo por sua integridade física». Ele advertiu ainda que não se trata de uma ameaça apenas contra Caracas, mas contra toda a humanidade, diante da ascensão do fascismo norte-americano e da impunidade com que agem perante o resto do planeta.

«Unam-se, povos da América, para travar o avanço brutal do gigante das sete léguas que hoje paira sobre a região», concluiu.
Antes das palavras do Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba, vários oradores representantes da solidariedade, intelectuais, comunidades, cientistas, saúde pública e juventude cubana questionaram a narrativa da administração norte-americana, perante os factos ocorridos como parte de uma operação baseada no terror e na autêntica máfia internacional organizada. Da mesma forma, foi estendido o apelo mundial à mobilização e à solidariedade diante do ataque contra os povos da América Latina e do Caribe.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, denunciou uma agressão militar na capital e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, que causou a morte de civis. A alta funcionária exige que os Estados Unidos apresentem provas de vida do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, cujo paradeiro é desconhecido após os ataques.
Em diferentes pontos do território venezuelano, continuam as manifestações exigindo o regresso do presidente Maduro e denunciando os atos de agressão e violação flagrante da soberania e integridade nacional bolivariana.
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