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Gerardo Werthein demitiu-se do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros da Argentina

A demissão do funcionário deve-se à discordância com o crescente protagonismo de Santiago Caputo, assessor presidencial, na política externa, particularmente nas questões relacionadas com os Estados Unidos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Comércio Internacional e Culto da Argentina, Gerardo Werthein, apresentou na quarta-feira, 22 de outubro, sua renúncia do presidente Javier Milei, apenas quatro dias antes das eleições legislativas nacionais e menos de um ano depois de assumir o cargo.

Em meio à crescente tensão e disputas internas no gabinete argentino, a saída está diretamente ligada à discordância de Werthein com o avanço de Santiago Caputo, assessor presidencial, na agenda bilateral da Argentina, especialmente com os Estados Unidos.

Werthein ficou chateado com o papel crescente de Caputo, que foi um dos impulsionadores de acordos recentes com Washington, incluindo uma bolsa financeira e a compra de pesos argentinos, deslocando o chanceler de negociações fundamentais.

Outro factor que contribuiu para o atrito de Werthein foram erros diplomáticos com o governo Donald Trump, incluindo a fracassada reunião bilateral com o presidente dos EUA. Durante a reunião, Trump cometeu um erro ao afirmar que Milei estava no poder há quatro anos e que as eleições presidenciais estavam chegando, quando na verdade foi a eleição legislativa.

O erro foi atribuído a Gerardo Werthein e gerou desconforto mesmo em figuras no ambiente de Trump, como o secretário de Estado, Marco Rubio. Além disso, o ministro foi atacado nas redes sociais, através de contas supostamente relacionadas a Santiago Caputo.

A renúncia de Werthein coincide com o avanço de um acordo comercial com os Estados Unidos, que inclui reduções tarifárias e está sendo gerenciado pelo ministro da Economia, Luis Caputo, outro actor chave no deslocamento do ex-ministro das Relações Exteriores.

Para a chancelar, vários nomes já são mencionados como possíveis substitutos, incluindo Federico Sturzenegger, Guillermo Francos, Federico Pinedo, Carlos Ruckauf, Mauricio Macri e Nahuel Sotelo, antecipando uma reconfiguração do gabinete de Milei após as eleições de domingo, 26 de outubro.

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