Granma-Rebelde: um festival do povo
Durante o I Festival Internacional Granma-Rebelde, cerca de uma vintena de meios de comunicação e projectos ligados a partidos e organizações de esquerda apresentaram propostas para potenciar uma imprensa capaz de tornar transparente a realidade dos seus povos.
O evento, que incluiu painéis, palestras e espaços de diálogo com o público, reuniu jornalistas, intelectuais e comunicadores comprometidos com uma comunicação alternativa e emancipadora.
Um dos painéis mais destacados foi Fidel na imprensa: o líder que escreveu a sua história, moderado pela jornalista Katiuska Blanco e com a participação de vários profissionais da mídia. No encontro, foram partilhadas anedotas que evidenciam a ligação intrínseca entre os meios de comunicação e o Comandante em Chefe:
“Fidel era meticuloso com a palavra exacta. Ele sabia que tinha de chegar ao povo de alguma forma e fê-lo defendendo-se com a caneta”, afirmou a jornalista Yunet López Ricardo.
Por sua vez, o intelectual Ignacio Ramonet destacou que o líder histórico recorria constantemente à imprensa. “Um exemplo foi quando ele estava na Sierra Maestra e o jornalista norte-americano Herbert Matthews, em sua entrevista, revelou que ele estava vivo”, lembrou.
Posteriormente, 17 meios de comunicação nacionais e internacionais exibiram uma amostra do seu trabalho e partilharam estratégias imersivas para fortalecer o jornalismo comprometido.
Entre eles destacou-se o Nhân Dân, do Vietname, que aposta no aproveitamento da inteligência artificial e na capacitação de todo o seu pessoal nessas tecnologias. No entanto, o meio de comunicação não esquece a sua tradição e presta homenagem a uma frase de Ho Chi Minh: «Isso vai ajudar-nos a melhorar cada dia a nossa produtividade e o nosso nível político».
Graças às suas plataformas digitais multilingues, práticas inovadoras como o mapeamento 3D e uma equipa de correspondentes espalhados por todas as suas províncias e em seis países, o Nhân Dân foi condecorado com a Ordem da Estrela de Ouro e documenta rigorosamente qualquer evento político ou social ocorrido nesse território heróico.
O subdirector de Desenvolvimento de Ideias Multimédia, Edilberto Carmona, destacou as inovações do grupo, entre elas uma aplicação móvel do Cubadebate. “Tudo o que fazemos — tanto nessa plataforma digital como na Mesa Redonda, no Centro Fidel Castro Ruz, no Con Filo e no Cuadrando la Caja — responde às ideias do Comandante em Chefe”, afirmou.
Durante o terceiro dia do Festival, foi realizado o painel Experiências de articulação para outro mundo possível, com a presença de intelectuais renomados e representantes de partidos comunistas e outras organizações sociais de esquerda. Nele, um dos painelistas, José Luis Centella, presidente do Partido Comunista da Espanha, alertou que “as canhoneiras contra a Venezuela apontam para toda a América Latina” e sublinhou a urgência de fundar uma nova ordem multilateral.
Enquanto isso, Fernando Luis Rojas, coordenador do capítulo cubano da Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade, refletiu sobre a necessidade de construir uma posição transversal em todos os cenários de luta.
Como sinal simbólico de resistência, foi revelado o Mural da Dignidade, obra de artistas gráficos que condena o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba.



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