Mais uma vez, a Frota da Liberdade parte para Gaza para romper o cerco israelita
A missão, especialmente dedicada às crianças de Gaza, procura quebrar o bloqueio ilegal israelita sobre esse território palestiniano, entregar ajuda humanitária e denunciar o genocídio sionista.
O navio «Handala», da Frota da Liberdade, partiu neste domingo do porto de Siracusa, na Itália, com o objectivo de romper o bloqueio ilegal de Israel sobre Gaza e entregar ajuda humanitária.
María Elena, tripulante do !Handala!, declarou a partir da Sicília: “Partimos para quebrar o bloqueio ilegal de Israel sobre Gaza. Prometemos ao povo de Gaza que não vamos parar até que o bloqueio seja quebrado, a Palestina seja libertada e Israel seja julgado por genocídio”.
Este esforço ocorre pouco mais de um mês depois de as tropas israelitas terem apreendido ilegalmente o navio anterior da Flotilha, o “Madleen”, com cargas de ajuda humanitária, e sequestrado os seus 12 voluntários civis desarmados em águas internacionais, no dia 9 de junho.
The "Handala" Freedom Flotilla has set sail from Syracuse, Italy. pic.twitter.com/JHeUVsmC7H
— The Cradle (@TheCradleMedia) July 13, 2025
Entre os passageiros do “Madleen” encontravam-se figuras proeminentes como a activista climática sueca Greta Thunberg e a deputada do Parlamento Europeu francesa Rima Hassan, juntamente com o jornalista Omar Faiad.
A Coalizão da Frota da Liberdade enfatizou que os seus membros não são governos, mas «pessoas que agem quando as instituições falham».
Esta viagem ocorre num contexto de crise humanitária em Gaza. A tripulante María Elena denunciou que Israel não só está a sitiar o povo de Gaza, mas também a “matá-lo e exterminá-lo”. Desde março, quando a ocupação rompeu o cessar-fogo e retomou a sua campanha genocida, mais de 6.572 palestinianos foram mortos e mais de 23.000 ficaram feridos”
The Freedom Flotilla Coalition is setting sail again.
— Freedom Flotilla Coalition (@GazaFFlotilla) July 13, 2025
Join us in Siracusa, Italy — or online — on July 13 at 10:30 CEST (GMT+2) as we launch ‘Handala’ on its journey toward Gaza.
Just weeks after Israeli forces illegally seized our boat ‘Madleen’ and abducted 12 unarmed… pic.twitter.com/heGoYHQXF3
As crianças em Gaza também enfrentam uma grave fome, doenças e traumas, com mais de 50.000 crianças mortas ou feridas, de acordo com a Coalizão.
Além disso, a ONU informou no sábado que pelo menos 833 pessoas morreram enquanto tentavam receber ajuda alimentar na Faixa de Gaza desde o final de maio, com quase dois terços delas perto de um local de distribuição da chamada Fundação Humanitária de Gaza (GHF), controlada por Israel e pelos Estados Unidos.
O “Handala”, um barco de pesca reformado da década de 1960, leva o nome do icónico personagem desenhado pelo cartunista Naji al-Ali, um menino vestido com trapos e representado de costas, que se tornou um símbolo da luta pela libertação da Palestina.
La #FreedomFlotilla ci riprova: da #Siracusa la #Handala salpa verso #Gaza - la Repubblica @repubblica https://t.co/94T2oD9buz
— Freedom Flotilla Coalition (@GazaFFlotilla) July 13, 2025
A viagem conta com a participação de médicos, advogados, activistas voluntários, jornalistas e organizadores comunitários.
A rota do “Handala” não será directa para Gaza; fará uma escala em Gallipoli, na Apúlia, uma região italiana que rompeu os laços de colaboração com Israel, antes de se dirigir para a Faixa.
A Coalizão da Frota da Liberdade implementou um rastreador ao vivo no seu site para acompanhar o progresso do navio, considerando-o uma forma de protecção contra o “risco real e bem documentado de intercepção pelas forças navais israelitas”. Antes de assaltar o «Madleen», a ocupação interceptou e bloqueou as suas comunicações.
Com esta viagem, a Frota da Liberdade estabelece um precedente, inspirando outras iniciativas, como uma nova frota que está a ser planeada a partir do Magrebe, com dezenas de barcos em preparação, que enviará “uma mensagem ao mundo inteiro”.
Michele Borgia, porta-voz italiano da Coalizão, afirmou: “A situação em Gaza está cada vez mais dramática… Não desistiremos e continuaremos a tentar quebrar o cerco”.
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