México rechaça declaração de “persona non grata” a Sheinbaum no Peru
O SRE indicou que "a concessão de asilo político à cidadã Betssy Betzabet Chávez Chino foi decidida em estrita conformidade com o direito internacional aplicável na matéria, que é vinculativo tanto para o México como para o Peru".
A secretária dos Negócios Estrangeiros do México rejeitou quinta-feira em comunicado a declaração de persona non grata à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, aprovada no plenário do Congresso do Peru.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do México afirmou que as acusações de interferência que motivaram a moção aprovada pelo Peru são baseadas em alegações falsas e que o asilo político concedido à ex-primeira-ministra Betssy Chávez está em conformidade com as normas internacionais adotadas por ambos os países.
“O México não interveio de forma alguma nos assuntos internos do Peru, fiel aos seus princípios normativos de política externa e à sua forte tradição diplomática”, disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
A SRE apontou que “a concessão de asilo político ao cidadão Betssy Betzabet Chávez Chino foi decidida em estrita conformidade com a lei internacional aplicável nesta matéria, que é vinculativa tanto para o México quanto para o Peru”.
Porém, o presidente da República do Peru, José Jerí, após o anúncio da ruptura das relações diplomáticas, reiterou que a chefe da embaixada mexicana no Peru, Karla Omela, foi informada de que tinha prazo peremptório para deixar o país.
El Gobierno de México rechaza la declaración de persona non grata contra la presidenta de los Estados Unidos Mexicanos, Dra. Claudia Sheinbaum Pardo, aprobada por el Congreso de Perú en esta fecha, al estar motivada por planteamientos falsos.
— Relaciones Exteriores (@SRE_mx) November 6, 2025
México no ha intervenido en modo…
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do México informou há alguns dias que a decisão foi tomada sob uma revisão completa do artigo 11 da Constituição mexicana na Lei sobre Refugiados, Proteção Complementar e Asilo Político, e ressaltou que, de acordo com a Convenção de Caracas, “o único capacitado para qualificar a natureza da perseguição contra os requerentes de asilo é o Estado incidente, o México neste caso”.
A declaração disse: “A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que o asilo político é um ato pacífico e humanitário, que não pode ser considerado hostil por nenhum outro Estado.
A moção persona non grata, aprovada por maioria pelo Congresso peruano nesta quinta-feira, destaca que as acções da presidente Claudia Sheinbaum são “interferência inaceitável nos assuntos internos do Peru” e rejeita as ofensas ao sistema democrático peruano após as críticas aos presidentes que sucederam Castillo.
O congressista Ernesto Bustamante, falando das relações de respeito mútuo que o Peru tem mantido, disse que “nos últimos anos, primeiro com o presidente López Obrador e, durante um ano, com a presidente Claudia Sheinbaum, temos presenciado declarações e actitudes que transcendem esses limites e constituem uma queixa direta ao nosso país”.
Betssy Chávez, abogada y política de 36 años, se ha convertido en una figura central en el panorama político de #Perú🇵🇪; inició su carrera pública en las elecciones de 2021 al ser elegida congresista, representando al partido Perú Librehttps://t.co/7u6FBQAnIW
— teleSUR TV (@teleSURtv) November 5, 2025
A Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento peruano já tinha adoptado um primeiro parecer em 8 de outubro para declarar Sheinbaum como persona non grata ao receber o advogado Guido Croxatto, que está encarregado da defesa internacional do ex-presidente Castillo, e reiterar em várias ocasiões seu apoio ao ex-presidente.
Os congressistas retomaram a moção depois que o governo mexicano deu asilo político à ex-primeira-ministra peruana Betssy Chávez na residência da embaixada mexicana no Peru.
Na última segunda-feira, a decisão de romper relações diplomáticas com o governo mexicano foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores peruano, Hugo de Zela, após um acto “inamistoso” que não é o primeiro acto de interferência dos presidentes do México.
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