
Míssil em exposição no centro de Teerão (Irão), a 24 de julho de 2026.
Fatemeh Bahrami/Anadolu / Gettyimages.ru
“Não conseguirão escapar a este destino”: o Irão lança uma mensagem aos EUA e a Israel
O CGRI afirmou que as Forças Armadas do Irão «estão prontas para responder de forma contundente e devastadora a qualquer agressão» do inimigo.
Os Estados Unidos e Israel não conseguirão evitar ter de se retirar do Médio Oriente, afirmou esta segunda-feira o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) do Irão.
«Os Estados Unidos e o regime sionista têm de compreender que, mais cedo ou mais tarde, terão de aceitar abandonar a região, libertando-a da sua presença maléfica e criminosa e, pela graça de Deus, não poderão escapar a este destino», salientou a organização militar num comunicado.
O CGRI afirmou que as Forças Armadas do Irão, e em particular as suas forças, «estão prontas para responder de forma contundente e devastadora a qualquer agressão» do inimigo.
- Estas declarações surgem num contexto de novos desenvolvimentos no conflito entre o Irão e os Estados Unidos, marcado, nos últimos dias, pelo aumento das tensões e pelas tentativas do Irão de estabelecer condições para eventuais negociações.
- O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezaei, afirmou no sábado que Teerão tinha transmitido a Washington sete condições para iniciar conversações, entre as quais o fim da guerra em todas as frentes, a libertação dos ativos iranianos congelados, o levantamento do bloqueio naval e o compromisso de não interferir nos assuntos internos do país. Segundo Rezaei, as exigências foram comunicadas através do Catar, e Teerão aguarda agora uma resposta de Trump.
- No dia seguinte, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o Irão não reabrirá o Estreito de Ormuz até que os EUA aceitem as condições de Teerão e cumpram os seus compromissos.
- A partir de Washington, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que se encontra numa «fase de tomada de decisões» relativamente à República Islâmica e mencionou três opções: «Aniquilar o Irão, deixá-los apodrecer economicamente ou chegar a um acordo». Ao mesmo tempo, referiu que estaria disposto a reunir-se com o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, durante a Assembleia Geral da ONU esta semana.
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