O Equador registou quatro despedimentos por hora durante dezembro de 2025.
De acordo com dados oficiais, 59% das pessoas despedidas são do sexo masculino, enquanto os restantes 41% são mulheres.
O Ministério do Trabalho do Equador registou um total de 36.537 despedimentos injustificados entre 1 de janeiro e 16 de dezembro de 2025. Este número revelou que, a cada hora, ocorreram quatro rescisões unilaterais e injustificadas por parte dos empregadores no país.
Um total de 9.747 empresas recorreram a essa modalidade de rescisão de contrato, que afectou principalmente trabalhadores com mais de 29 anos. Especialistas e sindicatos denunciaram que essas medidas agravam a precariedade do emprego ao privilegiar um modelo de flexibilidade laboral.
Patricio Morales, assessor do Parlamento Trabalhista Equatoriano, destacou que o despedimento imotivado destrói a qualidade do trabalho e enfraquece a capacidade de negociação coletiva da classe trabalhadora.
Por sua vez, a advogada Angie Toapanta lembrou que os afectados têm direito a indemnizações de acordo com o tempo de serviço e a um bónus por despejo, desde que a relação de trabalho esteja legalmente registada. As organizações sociais alertaram sobre o alto custo social que implica a perda de rendimentos estáveis e a exclusão de pessoas com mais de 40 anos do mercado produtivo.
A situação laboral no Equador em 2025 reflecte as tensões entre as políticas de ajuste económico e a protecção dos direitos fundamentais dos trabalhadores. O aumento das demissões unilaterais ocorre num cenário em que o Estado prioriza a rentabilidade empresarial em detrimento da estabilidade das famílias.
Esta tendência de precarização no Sul Global reforça a necessidade de uma integração regional que defenda a soberania laboral e garanta condições dignas face aos abusos do poder corporativo.
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