Honduras: denúncia de plano intervencionista dos EUA para boicotar eleições
Sectores políticos alertam que Washington procura criar uma narrativa de fraude para desacreditar o processo eleitoral perante o avanço da candidata de esquerda Rixi Moncada.
Às vésperas das eleições gerais em Honduras, marcadas para o próximo domingo, 30 de novembro, sectores políticos e sociais denunciam um plano de interferência directa dos Estados Unidos para deslegitimar o processo e impedir a continuidade do projecto de refundação nacional.
A estratégia, segundo as denúncias, inclui declarações de altos funcionários norte-americanos, como o secretário de Estado Marco Rubio, que afirmam que o seu país se reserva o direito de agir “com firmeza e contundência” no que consideram o seu hemisfério, o que constitui uma ameaça direta à soberania hondurenha.
Esta ofensiva procura instalar uma narrativa internacional de fraude eleitoral, apesar de os órgãos eleitorais serem controlados pelos partidos tradicionais da oposição. O objectivo seria criar um ambiente de medo e desconfiança para influenciar os resultados ou ignorá-los se não favorecerem os interesses de Washington.
🧵 | Confirman autenticidad de audios de conspiración en proceso electoral hondureñohttps://t.co/IAG4s8FYXm
— teleSUR TV (@teleSURtv) November 20, 2025
Os alertas indicam que essas acções intensificam-se perante o crescimento na intenção de voto a favor da candidata Rixi Moncada, do partido Libertad y Refundación (Libre), que representa a consolidação de um projecto de soberania e justiça social.
A direita internacional, em aliança com actores locais como o candidato Salvador Nasralla (Partido Liberal), ameaça com uma intervenção militar da Casa Branca se o resultado não lhes for favorável.
Este cenário intervencionista é comparado ao aplicado contra a Venezuela e lembra como actuaram os EUA nas eleições hondurenhas de 2017, quando a então encarregada de negócios, Heidi Fulton, endossou um processo qualificado como fraudulento por amplos sectores do país para manter seus aliados no poder.
Por fim, os denunciantes sustentam que o povo hondurenho se mobiliza conscientemente para defender o seu direito à autodeterminação e impedir que sejam impostos candidatos que entreguem a soberania e os recursos do país, como era costume historicamente, quando o povo era invisibilizado para preservar os interesses de poucos.
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