
Putin: “A Rússia continua a ser uma parte indissociável do sistema económico global”
O líder reiterou a disponibilidade de Moscovo para manter uma cooperação construtiva com todos os parceiros que partilhem os princípios do respeito mútuo e apostem em relações «honestas e duradouras».
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou esta segunda-feira a Rússia como parte indissociável do sistema económico global numa mensagem de boas-vindas aos participantes, organizadores e convidados do XXIX Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, que se realizará de 3 a 6 de junho.
Segundo o presidente, o encontro — cujo lema este ano é «Diálogo pragmático: caminho para um futuro estável» — responde às «exigências fundamentais da fase atual do desenvolvimento» e voltará a reunir políticos, empresários, cientistas e figuras públicas para debater as principais questões da política e da economia russa e internacional.
«Gostaria de salientar que o nosso país tem sido e continua a ser parte indissociável do sistema económico global. Estamos abertos a uma cooperação construtiva com todos os parceiros que partilham os princípios do respeito mútuo e que estão dispostos a construir relações honestas e duradouras», sublinhou.
Putin salientou que o pragmatismo e o diálogo em condições de igualdade «são especialmente pertinentes e necessários» neste momento, porque «as relações internacionais e os laços económicos enfrentam desafios sem precedentes, bem como a fragmentação e a ruptura das cadeias logísticas e tecnológicas».
“Soluções eficazes”
O líder russo recordou que Moscovo continua a trabalhar activamente em diversas associações multilaterais: a ONU e as suas estruturas, a União Económica Euro-Asiática (UEE), a Comunidade de Estados Independentes (CEI), os BRICS, a Organização de Cooperação de Xangai e a Organização do Tratado de Segurança Colectiva (OTSC), cuja presidência em 2026 passou para a Rússia.
Manifestou ainda a sua confiança de que os debates do fórum contribuam para impulsionar «soluções eficazes em todos os domínios da vida económica e social», tais como a energia, a digitalização, a segurança alimentar e o desenvolvimento do capital humano.
Acrescentou que essas discussões, «tradicionalmente intensas e orientadas para os resultados», contribuirão para reforçar a soberania financeira e comercial, bem como a cooperação internacional, a segurança e a estabilidade, em benefício dos Estados participantes e dos seus povos.
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