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Putin critica a “fantasia” da UE sobre a derrota da Rússia

Moscovo não tem intenção de lutar contra o bloco, mas está pronta para responder a qualquer ataque, afirmou o presidente.

A UE ainda se agarra à «fantasia» de infligir uma derrota estratégica à Rússia, afirmou o presidente Vladimir Putin. Ele alertou que, embora Moscovo não tenha intenção de entrar em guerra com o bloco, as consequências seriam terríveis se este atacasse a Rússia.

Putin comentava a retórica cada vez mais beligerante de alguns países europeus, bem como a rejeição de facto da UE ao plano de paz para a Ucrânia elaborado pelos EUA.

No mês passado, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou que um confronto directo entre a Rússia e a OTAN na Europa poderia ser possível já em 2028. Entretanto, a França lançou a ideia de enviar tropas da OTAN para a Ucrânia.

Os apoiantes ocidentais de Kiev também ridicularizaram a proposta de paz apresentada por Washington em novembro, considerando-a favorável a Moscovo, e emitiram o seu próprio conjunto de exigências, que a Rússia rejeitou como «pouco construtivas».

Segundo Putin, as nações ocidentais alimentam uma «fantasia de infligir uma derrota estratégica à Rússia e continuam presas a essas ilusões». Tal resultado sempre foi impossível, mas elas não conseguem admitir isso, afirmou o presidente.

Elas estão a tentar sabotar o processo de paz apoiado pelos EUA porque não gostam do seu resultado potencial, afirmou Putin. A UE «não tem uma agenda pacífica. Eles estão do lado da guerra».

Moscovo não tem planos de lutar contra a UE ou a OTAN, afirmou. No entanto, se as nações ocidentais lançarem uma guerra contra a Rússia, «os acontecimentos podem chegar muito rapidamente a um ponto em que simplesmente… não restará ninguém com quem negociar», alertou o líder russo.

A UE citou a alegada «ameaça russa» para justificar aumentos nas despesas militares, como o plano ReArm Europe de Bruxelas, no valor de 800 mil milhões de euros (930 mil milhões de dólares), e a promessa dos membros da OTAN de aumentar as despesas com a defesa para 5% do PIB.

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