Uma Carta de Gratidão Eterna do Coração da Venezuela
Da Venezuela, reafirma-se o compromisso histórico com Cuba: agradecimento pela sua solidariedade na saúde, educação e defesa, e repúdio ao bloqueio que procura subjugar a sua dignidade.
Na geografia da alma latino-americana, há duas nações que pulsam como uma só. A história se empenhou em uni-las com fios de heroísmo, e a revolução as soldou com o aço da dignidade. Hoje, os filhos e filhas da Pátria de Bolívar levantamos a voz não para pedir, mas para agradecer.
Num mundo onde o império tenta impor o ódio e o bloqueio como armas de dominação, nós, venezuelanos que abraçamos o sonho de uma sociedade justa, sentimos o profundo dever de reconhecer, com o peito cheio de emoção, a dívida infinita que temos com o heróico povo cubano.
A nossa história comum não começou ontem, quando os ventos da Revolução Bolivariana aproximaram ainda mais as nossas costas. Ela é escrita com a tinta indelével da mais íntima gratidão, pois foi a santiaguera Inés Mancebo quem, com o leite do seu peito, amamentou o nosso Libertador, Simón Bolívar.
Esse gesto de altruísmo e ternura é a origem de um parentesco que a história se encarregaria de selar para sempre nos campos de batalha. Desde então, o sangue de Cuba foi derramado na luta pela nossa independência.
Quando a Venezuela lutava para quebrar as correntes do colonialismo espanhol, muitos cubanos, seguindo os passos luminosos de Céspedes e Martí, vieram empunhar as armas junto com o nosso exército libertador. Não vieram para conquistar, mas para libertar. Essa semente de fraternidade germinou com o tempo, resistiu a furacões, solidões e traições, até se tornar a árvore gigante que representou a amizade eterna entre dois gigantes do século XX, o Comandante Hugo Chávez Frías e o Invicto Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz.
Eles não apenas uniram os seus ideais naquele encontro histórico de 1994, mas também refundiram uma aliança estratégica baseada no amor e na justiça social, demonstrando que outro mundo é possível quando os povos se dão as mãos.
Graças ao Acordo Integral de Cooperação entre ambas as nações, milhões de venezuelanos recuperaram a visão graças à Missão Milagre, aprenderam a ler e escrever com o método cubano «Eu sim, eu posso» e viram a luz da esperança onde antes só havia escuridão. Em matéria de saúde, educação, cultura e desporto, mais de 200 mil dos melhores filhos da Pátria de Martí vieram lutar lado a lado com o nosso povo, levando os seus conhecimentos e o seu suor aos bairros mais humildes, aos centros de diagnóstico integral e aos consultórios populares da Venezuela profunda.
Eles partilharam connosco o que têm, não o que lhes sobra, encarnando a máxima mais pura do internacionalismo e da solidariedade humana. Enquanto as receitas do Fundo Monetário Internacional impõem sacrifícios, Cuba ensinou-nos a partilhar.
Mas na geopolítica do crime, a solidariedade tem um preço alto. Entretanto, o império criminoso, hoje liderado pela nefasta figura de Donald Trump, que o mundo aponta como genocida pelo seu bloqueio asfixiante em plena pandemia, volta a atacar Cuba com a assinatura da Ordem Executiva de 29 de janeiro de 2026, destinada a asfixiar a sua economia e quebrar a sua dignidade.
Perante essa vil agressão, nós, venezuelanos, sabemos que essa também é a nossa batalha. O que hoje fazem com Cuba, tentaram e tentam fazer connosco. Mas a gratidão atinge o seu ponto mais alto, o seu selo definitivo, quando recordamos que a nossa pátria também foi defendida com sangue cubano.
Nunca esqueceremos os 32 cubanos que ofereceram suas vidas pela defesa da nossa independência e soberania, e pela preservação da vida do presidente Nicolás Maduro Moros. O seu martírio é a prova irrefutável de que a irmandade entre Cuba e a Venezuela não é um slogan ocasional, nem um discurso para as câmaras, mas um juramento selado com o maior dos sacrifícios.
Eles ensinaram-nos que a Revolução Cubana não é apenas um exemplo de luta e resistência; é um guia espiritual que nos orienta a seguir em frente, mesmo quando a morte nos espreita.
Nestes tempos de ataque fascista, em que as redes sociais se enchem de mentiras e os governos cúmplices aplaudem o bloqueio, nós, que abraçamos a Revolução Cubana, sentimos a obrigação moral de responder com generosidade a tanto amor recebido. Não podemos nem devemos ficar calados.
Hoje reiteramos a nossa mais profunda convicção: é preciso amar Cuba, como diz a letra do cantor e compositor Raúl Torres. É preciso gritar bem alto, para que o mundo ouça, que, diante do bloqueio, da mentira e da agressão do império, Cuba não está sozinha! Porque no peito de cada venezuelano e venezuelana honesto bate um coração agradecido e rebelde, disposto a partilhar tudo, como nos ensinaram.
A gratidão não é uma moeda que se desvaloriza com o tempo. É um compromisso de ação.
E hoje, mais do que nunca, o nosso compromisso é estar com Cuba nos bons e maus momentos, na vitória e na resistência. Eles fizeram isso por nós durante dois séculos. Nós faremos isso por eles agora e sempre.
¡Viva la Hermandad Histórica entre Venezuela y Cuba!
¡Viva la amistad entre Chávez y Fidel!
¡Cuba y Venezuela Una Sola Bandera!
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