Venezuela

Venezuela negocia venda de petróleo aos Estados Unidos

A petrolífera estatal da Venezuela, PDVSA, informou sobre o andamento das negociações com os EUA sob esquemas semelhantes aos mantidos com outras empresas do sector.

Na tarde de quarta-feira, a Petróleos de Venezuela, S. A. (PDVSA) divulgou um comunicado informando sobre negociações para a venda de petróleo bruto aos Estados Unidos. Em um breve texto, a empresa estatal de hidrocarbonetos indica que a venda «de volumes de petróleo» ocorre «no âmbito das relações comerciais existentes entre os dois países».

Nessa linha, o comunicado detalha que a venda do petróleo bruto se desenvolve «sob esquemas semelhantes aos vigentes com empresas internacionais, como a Chevron», e esclarece que a negociação se baseia em «uma transação estritamente comercial, com critérios de legalidade, transparência e benefício para ambas as partes».

A mensagem da PDVSA surge após o anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, que antecipou a compra de «30 a 50 mil milhões» de barris de petróleo da Venezuela para depois os vender a «preço de mercado». Esta compra ocorre em paralelo com o bloqueio comercial e militar sustentado pelos Estados Unidos contra as exportações de hidrocarbonetos venezuelanos.

Antes de ser sequestrado por ordem de Donald Trump, o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que o país estava «pronto» para receber investimentos americanos, como os da Chevron, «quando quiserem, onde quiserem e como quiserem».

A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo, estimada em cerca de 300 mil milhões de barris. Isso representa cerca de 17% das reservas mundiais conhecidas de petróleo. De acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), esse país produz actualmente cerca de um milhão de barris de petróleo bruto por dia, embora a exportação tenha sido reduzida desde a implementação do bloqueio militar dos Estados Unidos iniciado no final de agosto de 2025.

O chefe de Estado venezuelano, ilegalmente detido numa prisão de segurança máxima em Nova Iorque, afirmou na altura que a Venezuela planeava produzir «o dobro ou o triplo» nos próximos anos e destacou a chegada de investidores de todo o mundo «no respeito pela regulamentação nacional, pela Constituição, pela lei dos Hidrocarbonetos e por contrato».

Entretanto, a estatal venezuelana reafirma «o seu compromisso de continuar a construir alianças que impulsionem o desenvolvimento nacional em favor do povo venezuelano e que contribuam para a estabilidade energética global».

Fonte:

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