Venezuela

Delcy Rodríguez lidera homenagem aos heróis e mártires que morreram em defesa da soberania venezuelana

«Os nossos homens e mulheres que caíram em combate são heróis e heroínas da pátria de Simón Bolívar, e os irmãos de Cuba, filhos de Martí e Fidel, também são heróis desta pátria».

A presidente em exercício da República Bolivariana da Venezuela, Delcy Rodríguez, presidiu nesta quinta-feira uma cerimónia solene de promoções e condecorações no Monumento Ecléctico da Academia Militar da Guarda Nacional Bolivariana (AMGNB), em homenagem aos heróis e mártires mortos e feridos em defesa da pátria durante a agressão militar do passado dia 3 de janeiro.

A cerimónia reconheceu o sacrifício dos soldados patriotas e cidadãos civis que perderam a vida ou ficaram feridos durante o que o Governo Bolivariano classifica como um «ataque vil e sequestro» contra o presidente constitucional e comandante-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), Nicolás Maduro Moros.

Em mensagem ao povo dos Estados Unidos, a presidente interina disse que os recentes acontecimentos deixam uma mancha na história das relações bilaterais, mas que a Venezuela não agirá movida pelo ódio. «Não é vingança, é reivindicação; daremos lições de diplomacia internacional», afirmou.

Evocou a doutrina militar do Pai da Pátria, Simón Bolívar, destacando que o Exército venezuelano foi formado para a defesa, não para a guerra. «Bolívar nunca ensinou a usar a supremacia para humilhar ninguém, sempre houve respeito pela dignidade do adversário», afirmou, lembrando a máxima bolivariana de que «a liberdade é o único objetivo digno do sacrifício dos homens».

«Os nossos homens e mulheres que caíram em combate são heróis e heroínas da pátria de Simón Bolívar, e os irmãos de Cuba, filhos de Martí e de Fidel, também são heróis e heroínas desta pátria, porque como um único povo lutaram em defesa, contra a agressão ilegal e ilegítima», afirmou Rodríguez.

A presidente em exercício garantiu que «estamos unidos, no amor. O nosso conceito de pátria é que a pátria é a humanidade».

Durante a cerimónia, foram entregues oferendas de honra, flores e condecorações póstumas aos familiares dos oficiais e soldados profissionais que «ascenderam à imortalidade no cumprimento do seu juramento».

A presidente referiu que não estão a deixar às gerações futuras «histórias de traidores e covardes».

«Estamos a legar-vos a história de um país que não se rende, de um país que não se subordina. Não estamos subordinados, nem estamos subjugados, temos dignidade histórica e temos compromisso e lealdade com o presidente Nicolás Maduro, que foi sequestrado, e com a primeira combatente, a deputada Celia Flores», salientou.

Durante a cerimónia, também foram concedidas distinções como a Cruz do Exército e da Aviação em primeira classe a militares feridos em combate, que «carregam as cicatrizes da honra».

A homenagem incluiu uma dimensão internacional: foi prestada homenagem aos 32 heróis da República de Cuba que sacrificaram as suas vidas defendendo o território nacional. O embaixador cubano na Venezuela, Jorge Luis Mayo Fernández, recebeu em seu nome uma oferta de honra.

A cerimónia contou com honras militares, incluindo um toque de oração e sete salvas de artilharia, símbolo da eterna gratidão da nação. Além disso, o bispo castrense da FANB, Monsenhor Benito Adán Méndez Bracamonte, e o pastor principal, Coronel Elioner Delgado Carrillo, elevaram orações pelos falecidos.

Acompanharam a presidente em exercício o General em Chefe Vladimir Padrino López, vice-presidente sectorial de Defesa e Soberania; o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, e membros do alto comando militar venezuelano.

O Estado venezuelano ractifica que o sacrifício dos seus mártires é a pedra angular sobre a qual se ergue a dignidade da pátria, reafirmando o seu compromisso com a defesa da soberania nacional face ao que descreve como agressões externas.

O ministro Bruno Rodríguez prestou homenagem aos combatentes cubanos e venezuelanos mortos na criminosa agressão militar dos Estados Unidos. «O sangue de ambos os povos se fundiu em solo venezuelano, como convém a nações irmãs», afirmou, e transmitiu uma mensagem de «honra e glória» aos mortos e de «amor e paz» aos civis assassinados.

Ele destacou que «os combatentes cubanos, em combate desigual, enfrentaram o inimigo imperialista que profanava a soberania da pátria venezuelana e protegiam o presidente constitucional Nicolás Maduro».

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