Cuba

Casa Branca: Política dos EUA em relação a Cuba mantém-se inalterada

Washington, 31 de março (Cuba Soberana) A Casa Branca esclareceu hoje que não há qualquer alteração na política de sanções (bloqueio) dos Estados Unidos contra Cuba, após o anúncio do presidente Donald Trump de permitir a entrada de um petroleiro russo na ilha.

“Continuamos a reservar-nos o direito de confiscar navios — se tal for legalmente admissível — que se dirijam a Cuba e que violem a política de sanções dos Estados Unidos”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante a habitual conferência de imprensa.

“Claro”, acrescentou, “o presidente e a administração reservam-se também o direito de isentar dessas apreensões, consoante cada caso específico”.

Perante a insistência de um repórter sobre se seria permitido que mais petroleiros russos chegassem a Cuba neste momento, a porta-voz, numa tentativa de desviar o assunto, respondeu: “Não, não foi isso que eu disse”, sublinhou, reiterando que “será avaliado caso a caso” e passou a palavra a outro representante da imprensa.

Perante a chegada iminente a Cuba de um petroleiro com bandeira russa, Trump afirmou que prefere deixar o navio passar e que não tem objecções a que o combustível seja recebido no país caribenho.

“Temos um petroleiro lá fora. Não nos incomoda que alguém receba um carregamento de petróleo, porque eles têm de sobreviver”, afirmou Trump a bordo do Air Force One, numa declaração que alguns puderam interpretar como uma mudança de postura.

“Se um país quiser enviar algum petróleo para Cuba neste momento, não vejo qualquer problema”, afirmou o presidente. “Prefiro deixar passar, seja a Rússia ou outro país”, acrescentou, explicando que “as pessoas precisam de aquecimento — Cuba é um país tropical —, de refrigeração e de todas as outras coisas necessárias”.

No passado dia 29 de janeiro, Trump assinou um decreto presidencial que declarou uma “emergência nacional” relativamente a Cuba, face à alegada — segundo Washington — 2ameaça invulgar e extraordinária” que a nação caribenha representaria para os Estados Unidos.

Nessa base, o governante anunciou a imposição de direitos aduaneiros aos países que fornecem petróleo a Cuba, a que se somam ameaças e medidas coercivas contra os Estados que desafiem o decreto em questão.

O petroleiro chegou a Cuba, informou esta segunda-feira o Ministério dos Transportes do país eslavo na sua página oficial.

“O petroleiro russo Anatoly Kolodkin, com uma carga humanitária de 100 mil toneladas de petróleo bruto, chegou a Cuba. O navio encontra-se no porto de Matanzas, à espera de ser descarregado”, precisou.

Trump minimizou as críticas que afirmam que permitir a passagem do navio beneficia o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

“Se ele quiser fazer isso, e se outros países também quiserem, não me incomoda nem um pouco”, salientou.

Foi o próprio Trump quem agravou a situação na ilha com o seu decreto presidencial. A escassez de combustível tornou a vida ainda mais difícil para o povo cubano, que há mais de seis décadas sofre os efeitos do bloqueio económico, comercial e financeiro mais prolongado da história contra qualquer país.

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