Partidos do Sul da Ásia manifestam solidariedade para com Cuba
Nova Deli. Partidos comunistas, operários e de esquerda do sul da Ásia exortaram os governos da região e do Sul Global a darem um apoio firme a Cuba, que está a ser alvo de pressões por parte dos Estados Unidos.
Numa declaração, o Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) Libertação, os partidos comunistas do Paquistão, do Sri Lanka e do Nepal, bem como o Partido dos Trabalhadores do Bangladesh, manifestaram o seu apoio à nação caribenha.
Da mesma forma, a Frente de Esquerda Democrática – Sri Lanka, o Partido Socialista de Primeira Linha – Sri Lanka, o Partido Lanka Sama Samaja, o Partido Haqooq-e-Khalq – Paquistão e o Partido Mazdoor Kisan – Paquistão.
Os signatários do documento reconheceram, igualmente, a resistência inabalável do povo cubano e manifestaram a sua confiança de que Cuba não se renderá.
Salientaram que, enquanto a Revolução Cubana continua a defender a sua soberania face à agressão cada vez mais intensa do imperialismo norte-americano, as suas organizações estão unidas para exigir o fim imediato e incondicional do bloqueio económico, comercial e financeiro ilegal imposto pelos Estados Unidos contra Cuba há mais de seis décadas.
As referidas organizações condenaram, além disso, o carácter extraterritorial da Lei Helms-Burton (1996), que, segundo afirmaram, viola a soberania de Estados terceiros, perturba o comércio mundial e asfixia Cuba.
Além disso, reiteraram a sua rejeição à designação de Cuba pelos Estados Unidos como Estado patrocinador do terrorismo, que classificaram como uma manobra política cínica destinada a paralisar a economia cubana e a incitar uma mudança de regime, privando a população do acesso a bens de primeira necessidade, como medicamentos e combustível.
Reafirmaram também a sua solidariedade para com o povo cubano na sua justa luta pela soberania e pela dignidade.
Descreveram a Revolução Cubana como um farol do movimento internacional pela paz, pelo desenvolvimento e pelo socialismo e afirmaram que a defendem como se fosse a sua própria causa.
Além disso, salientaram que o processo revolucionário cubano é um símbolo de profunda humanidade e internacionalismo, que exporta vida para um mundo dominado por potências imperialistas que exportam dívida e militarismo.
«As brigadas médicas de Cuba têm sido uma salvação na nossa região. Desde o tsunami no Sri Lanka até aos terramotos no Paquistão e no Nepal, os médicos cubanos têm estado abnegadamente na linha da frente da resposta a catástrofes», recordaram.
Nesse sentido, exortaram os governos do sul da Ásia e de todo o Sul Global a condenarem o bloqueio e a prestarem assistência material a Cuba, pois, segundo salientaram, a luta de Cuba representa a luta coletiva do Sul Global.
As organizações de esquerda alertaram que o que está a acontecer a Cuba será o destino daqueles que optarem pela sua soberania e exortaram à manutenção da unidade para conquistar um futuro melhor em benefício dos seus povos.
«Numa era de imperialismo descarado e unilateralismo, a resistência de Cuba é a nossa resistência. Defender Cuba é um dever fundamental para todos aqueles que lutam pela justiça, pela soberania e pela dignidade», salientaram.
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