Venezuela

Cabello destaca a união do povo e das Forças Armadas para resgatar Chávez e derrotar o golpe

Salienta que o golpe de Estado contra o comandante Chávez, em 2002, foi uma decisão deliberada da oposição fascista, que não previu a resposta popular contundente que viria a receber.

O secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, comemorou esta segunda-feira a luta do povo chavista há 24 anos pela resgate do então presidente eleito da Venezuela, Hugo Chávez Frías, após o seu sequestro e tentativa de assassinato por forças golpistas com a cumplicidade do imperialismo.

“Completam-se 24 anos do Dia da Dignidade Nacional Bolivariana, em memória do 13 de abril de 2002, um acontecimento que, sem dúvida, marcou a história da Revolução Bolivariana. Os dias 11, 12 e 13 de abril geraram uma grande comoção geral, mas também uma grande reacção das Forças Armadas e do povo, e todos, unidos, saímos para exigir o regresso do nosso querido Comandante Hugo Chávez”, afirmou Cabello em Caracas, durante a Marcha pelo 24.º Aniversário do Resgate da Dignidade Nacional.

Cabello afirmou que a oposição tem uma memória selectiva e frágil, incapaz de recordar os acontecimentos daqueles dias. O líder chavista enfatizou que o golpe de Estado contra o comandante Hugo Chávez foi uma decisão deliberada da oposição, sem uma «razão histórica» que o justificasse, mas sim porque o líder bolivariano «não era do seu grupo» nem era «manejável», sentenciou.

O dirigente do PSUV salientou que as acções golpistas de 11 de abril de 2002 representaram uma conspiração entre diversos intervenientes. Entre eles, precisou, encontravam-se empresários, proprietários de meios de comunicação social, líderes sindicais e alguns militares que se aliaram à tentativa de derrubar o Governo constitucional.

Neste contexto, o PSUV apelou ao povo venezuelano para que participe nas actividades programadas que irão homenagear o feito de 13 de abril. Estes apelos visam reafirmar o compromisso inabalável com a soberania nacional, a democracia participativa e a união cívico-militar que caracterizam o processo bolivariano.

O secretário-geral do PSUV, Diosdado Cabello, reafirmou a posição do partido em apoio à presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, relativamente às suas declarações sobre a realidade económica, política e social do país, bem como às políticas públicas destinadas a superar os desafios actuais.

Salientou que o partido vermelho acompanhará a peregrinação convocada pela governante interina Delcy Rodríguez, de 19 de abril a 1 de maio, por todo o território nacional, para exigir o fim das medidas coercivas unilaterais contra a Venezuela.

Salientou que o apelo continua «aberto aos diversos sectores do país, aos diferentes partidos políticos, movimentos sociais, agrupamentos, empresários, empreendedores, camponeses, mulheres, jovens e partidos políticos, aos quais se junta o Partido Socialista Unido da Venezuela», afirmou.

Neste contexto, os dias 11, 12 e 13 de abril de 2002 são datas cruciais na história recente da Venezuela, marcadas por uma tentativa de golpe de Estado que visava derrubar o então presidente Hugo Chávez Frías.

No dia 11 de abril, uma manifestação massiva da oposição em Caracas, que inicialmente se dirigia para a Petróleos de Venezuela (PDVSA), desviou o seu percurso para o Palácio de Miraflores. Durante os acontecimentos, ocorreram confrontos e actos de violência que resultaram em várias mortes. No meio da confusão, altos comandos militares solicitaram a renúncia do presidente Chávez, que tinha sido detido e transferido para instalações militares.

 A 12 de abril, foi instaurado um governo de facto liderado por Pedro Carmona Estanga, então presidente da Federação de Empresários, Fedecámaras. Carmona. Autoproclamado «presidente interino», dissolveu os poderes públicos, a Assembleia Nacional, o Supremo Tribunal de Justiça e a Procuradoria-Geral, além de revogar a Constituição de 1999, gerando uma ampla rejeição nacional e internacional. Paralelamente, começaram a surgir focos de resistência popular nas ruas e surgiu o descontentamento em sectores das Forças Armadas leais à Constituição.

 Por fim, a 13 de abril, perante a mobilização maciça do povo venezuelano nas ruas de Caracas, exigindo o regresso do presidente Chávez, e a ação de militares leais à Constituição que se opuseram ao governo de facto, a situação tornou-se insustentável para Carmona. Este foi forçado a demitir-se e o poder foi restaurado. O presidente Hugo Chávez foi resgatado e regressou ao Palácio de Miraflores na madrugada de 14 de abril, restabelecendo a ordem constitucional. Esta gesta cívico-militar é comemorada na Venezuela como o dia da vitória popular e do resgate da democracia e da soberania.

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