Venezuela

A Venezuela consolida a união cívico-militar 24 anos após o resgate de Chávez e a vitória sobre o fascismo

A presidente interina Delcy Rodríguez convoca uma peregrinação nacional contra as sanções e ativa mesas de diálogo social para garantir a justiça social.

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, comemorou neste dia 13 de abril o vigésimo quarto aniversário do restabelecimento da ordem constitucional e do regresso ao poder do comandante Hugo Chávez. Durante a cerimónia do Dia da Milícia Nacional Bolivariana, a responsável convocou uma grande peregrinação nacional que terá início no próximo dia 19 de abril para exigir o fim das medidas coercivas unilaterais e fortalecer a identidade nacional.

Rodríguez cumprimentou o alto comando militar, liderado pelo ministro da Defesa, Gustavo González López, e pelo primeiro vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabello. No seu discurso, recordou os acontecimentos de abril de 2002 como uma tentativa do «extremismo fanático» de entregar as riquezas do país a potências estrangeiras, contrastando-os com a actual consciência política do povo venezuelano.

Defesa do território e da soberania

Ao referir-se à segurança nacional, a responsável recordou a invasão dos EUA e os ataques com mísseis perpetrados no passado dia 3 de janeiro, que atribuiu a setores extremistas internos. Perante este panorama, solicitou à Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) que aprofundasse a integração entre civis, militares e forças policiais, a fim de garantir a paz e a estabilidade institucional.

«Temos de encontrar o caminho para uma democracia participativa e protagonizada pelo povo. Peço a cada venezuelano que se junte a nós para exigir o fim das sanções e para que, em união nacional, defendamos a paz»,

Diálogo e consenso económico

A presidente encarregada informou sobre a criação de uma mesa de diálogo para o consenso laboral e social. Neste fórum participam sindicatos de diversas tendências políticas, com o objetivo de dar prioridade aos interesses da classe trabalhadora acima das diferenças partidárias.

Além disso, exortou o sector privado a assumir a sua responsabilidade no crescimento económico do país. Rodríguez salientou que o desenvolvimento financeiro deve ser acompanhado por justiça social e equilíbrio, garantindo que não pode haver uma recuperação económica que não tenha em conta o bem-estar direto dos trabalhadores.

Memória histórica e futuro

Rodríguez dirigiu um apelo especial à juventude venezuelana para que assuma a memória histórica do país, contrastando a democracia atual com o período do «punto fijismo». Destacou a actualidade do projecto de Simón Bolívar e a necessidade de um entendimento político baseado no programa de convivência democrática.

Por fim, a presidente encarregada confirmou que o Governo nacional manterá os canais de comunicação com a administração dos Estados Unidos para resolver divergências com base em princípios de maturidade e soberania, sempre com foco na defesa dos interesses nacionais.

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