Roger Waters exige a libertação do presidente Maduro e de Cilia Flores em Brooklyn
O cofundador dos Pink Floyd compareceu no dia 13 de abril em frente ao Metropolitan Detention Center, em Brooklyn, onde Washington mantém detidos o presidente venezuelano e a primeira-dama, numa acção que coincidiu com o Dia da Dignidade na Venezuela
Roger Waters escolheu o dia 13 de abril para se manifestar em frente ao Metropolitan Detention Center de Brooklyn e exigir a libertação do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. A data não foi aleatória, uma vez que nessa mesma segunda-feira a Venezuela comemorou o Dia da Dignidade Nacional, 24 anos após a derrota do golpe de Estado contra a Revolução Bolivariana, que foi revertido pela mobilização popular.
Desde el Metropolitan Detention Center, en Brooklyn, #NuevaYork, Roger Waters, fundador de la influyente banda de rock Pink Floyd, junto a diversas organizaciones sociales, exigen la liberación del presidente de #Venezuela, Nicolás Maduro, y de su esposa, la diputada Cilia… pic.twitter.com/mppI4BXGN0
— teleSUR TV (@teleSURtv) April 14, 2026
O cofundador dos Pink Floyd, um dos artistas mais críticos da ordem imperial ocidental, juntou-se ao protesto organizado pela Venezuela Solidarity Network, pelo Workers World Party, Brooklyn Against War e Bronx Antiwar, e tomou a palavra diante dos muros da prisão federal onde o governo de Donald Trump mantém preso o presidente venezuelano desde 3 de janeiro.
«Libertem Maduro! Libertem Maduro! Libertem os líderes!», exclamou Waters no início do seu discurso. Em seguida, apontou diretamente para o edifício: «O presidente Maduro, o presidente da Venezuela, está detido nesse edifício juntamente com Cilia Flores. Isso é uma tragédia e um grave erro. É por isso que estamos aqui hoje, a protestar contra a sua detenção. Libertem Maduro agora!»
O facto de o protesto em frente ao MDC ter ocorrido precisamente a 13 de abril conferiu à ação um peso simbólico que os organizadores não deixaram passar em branco. Em 2002, nesse dia, o povo venezuelano saiu às ruas e frustrou o golpe de Estado mediático e empresarial que tinha afastado o comandante Hugo Chávez do poder durante menos de 48 horas. A Venezuela recorda-o todos os anos como o Dia da Dignidade Nacional, e em 2026 fê-lo com uma grande marcha nacional, enquanto, a milhares de quilómetros de distância, activistas norte-americanos e um ícone do rock progressivo reclamavam o regresso do presidente ao seu país.
Desde 3 de janeiro, quando uma operação militar norte-americana atacou a Venezuela e sequestrou o casal presidencial, organizações de base mantêm uma presença constante em frente ao MDC, denunciando a ação como um ato de perseguição política e exigindo a libertação de ambos através de cartas, concentrações e mobilizações.
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