Cuba e Venezuela reafirmam laços de solidariedade histórica diante de desafios regionais
Os ministros dos Negócios Estrangeiros de ambos os países destacaram a vontade política de aprofundar os mecanismos de cooperação existentes.
No âmbito da 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, e o seu homólogo venezuelano, Yván Gil, realizaram nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, um encontro bilateral onde reafirmaram os laços de solidariedade histórica que unem ambas as nações.
Durante o intercâmbio, os diplomatas destacaram a vontade política de aprofundar os mecanismos de cooperação existentes. A reunião serviu para consolidar a posição comum de Caracas e Havana face aos desafios regionais.
Esta ractificação dos laços ocorre após as recentes agressões dos Estados Unidos contra a maior das Antilhas e a Venezuela. No passado dia 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que estabelece a imposição de tarifas adicionais às importações de países que fornecem petróleo a Cuba.
Desde la 61ª sesión del Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas (CDH), hemos tenido un fructífero encuentro con el Canciller de Cuba, @BrunoRguezP. En esta ocasión, reafirmamos nuestra hermandad y solidaridad mutua como naciones comprometidas con la defensa de su… pic.twitter.com/R7733fwuE8
— Yvan Gil (@yvangil) February 23, 2026
Essa medida, denunciada na segunda-feira perante a ONU pelo ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, foi rejeitada pelo governo da Venezuela, que classificou como um absurdo considerar a ilha uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.
Através de um comunicado emitido na sexta-feira, 30 de janeiro, e compartilhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Caracas afirmou que a disposição unilateral visa limitar ou condicionar o intercâmbio de bens e serviços, bem como a liberdade dos Estados de decidir soberanamente seus parceiros comerciais.
Na mesma linha dos ataques de Trump contra nações soberanas, no passado dia 3 de janeiro, forças militares dos Estados Unidos bombardearam Caracas, capital venezuelana, e várias zonas dos estados de Aragua, Mirando e La Guaira, deixando um saldo de mais de 100 mortos, entre eles 32 combatentes cubanos, e um número ainda maior de feridos.
Essa incursão ilegal culminou com o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, que foram levados para território norte-americano para serem julgados por supostos crimes de tráfico de drogas, dos quais se declararam inocentes. O casal presidencial permanece detido numa prisão de segurança máxima em Nova Iorque.
En marco del Segmento de Alto Nivel del 61 período de sesiones del Consejo de #DDHH, intercambié con el estimado amigo @yvangil, Canciller de #Venezuela.
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) February 23, 2026
Resaltamos la histórica solidaridad y cooperación existentes entre ambos países y la voluntad de continuarlas. pic.twitter.com/Gg7DSouhsu
Durante a jornada desta segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano aproveitou a sua estadia na ONU para se reunir com o secretário-geral, António Guterres. “Concordamos com a importância de fortalecer a cooperação internacional como solução para os desafios globais presentes e futuros”, pode-se ler numa publicação do ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba.
Ele acrescentou: “Expressamos a nossa preocupação com a acelerada reconfiguração geopolítica mundial, baseada na doutrina norte-americana de impor a paz através da força, e o seu impacto imediato nos países do Sul Global e na paz, segurança e estabilidade internacionais”.
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