Venezuela

Diosdado Cabello: “A Revolução Bolivariana é a única garantia de paz” na Venezuela

Comemorando a Batalha das Pontes de 2019, Diosdado Cabello exortou os militantes revolucionários a fortalecerem a organização popular: "A tarefa é unir, organizar e mobilizar para garantir a paz em todo o território nacional".

O secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello Rondón, afirmou nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, que a Batalha dos Pontes representa uma demonstração da fusão popular-militar-policial que caracteriza a Venezuela, durante um acto comemorativo realizado no estado de Táchira.

A partir da entidade fronteiriça, Cabello exigiu a libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira combatente Cilia Flores, no âmbito da lembrança dos acontecimentos ocorridos em 23 de fevereiro de 2019. O dirigente destacou que os setores que tentaram impor planos conspiratórios foram derrotados graças à ação coordenada da Revolução Bolivariana.

“Os fascistas acreditavam que iriam não só invadir a Venezuela, mas também consolidar o que poderia ter sido a derrota da Revolução Bolivariana”, disse Cabello, acrescentando que a fusão popular-militar-policial funcionou na perfeição e «eles foram derrotados, como sempre foram derrotados».

O secretário-geral do PSUV lembrou que o confronto ocorreu num contexto de uso intensivo das redes sociais e dos meios de comunicação, sob o argumento de trazer ajuda humanitária. “Mentira, sabemos que era mentira, eles vinham para invadir a Venezuela”, declarou o funcionário, que acrescentou não ter dúvidas de que “se em 23 de fevereiro as pessoas tivessem entrado na Venezuela, a história teria sido outra”, pelo que agradeceu ao povo venezuelano por ter impedido a entrada.

Além disso, Cabello mencionou que há 52 dias ocorreu um ataque desproporcional ao território nacional que resultou no sequestro do presidente e no assassinato de mais de 100 pessoas. Nesse sentido, ele criticou as pessoas que solicitam a invasão de sua própria pátria.

Apesar dessa agressão, o líder do PSUV destacou a resistência do povo venezuelano e a convicção revolucionária do chavismo: “Ninguém vai parar esta Revolução. A Revolução Bolivariana é a única garantia de paz no território venezuelano”.

A comemoração foi realizada no estado de Táchira com uma mobilização massiva do povo em união cívico-militar, na qual participaram o governador Freddy Bernal e autoridades locais. O dia relembrou a vitória dos venezuelanos sobre as tentativas de desestabilização atribuídas a setores da extrema direita.

Cabello sublinhou que, no contexto atual, “o mais importante não é ganhar uma batalha, é ganhar a guerra”, destacando os avanços do Governo venezuelano para consolidar a Revolução Bolivariana e manter a soberania do país. O dirigente enfatizou que a Venezuela continua avançando para consolidar a paz e garantir a sua independência nacional.

“Neste momento histórico pelo qual o país está a passar, o mais importante não é ganhar uma batalha, é ganhar a guerra. E nós temos avançado e consolidado, para que a Venezuela continue a ser território bolivariano”, afirmou Cabello.

Neste contexto, Diosdado Cabello exortou os militantes a fortalecerem a organização popular: “A tarefa é unir, organizar e mobilizar para garantir a paz em todo o território nacional”.

O secretário-geral do PSUV também referiu-se à importância de manter a coordenação entre os componentes populares, militares e policiais como estratégia de defesa nacional. A fusão popular-militar-policial foi destacada como um elemento central para a proteção da soberania venezuelana face às tentativas de desestabilização.

Durante a sua intervenção, Cabello reiterou o compromisso do partido do governo com a continuidade do processo político iniciado pelo comandante Hugo Chávez e actualmente liderado por Nicolás Maduro.

Fontw:

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