Venezuela

Delcy Rodríguez recebe vítimas da violência política: “A Venezuela precisa de sarar”

"A primeira coisa que precisa ser curada é o ódio, essas expressões de intolerância que não reconhecem o diferente pela cor da pele, religião ou posição política", enfatizou a presidente Encarregada da Venezuela.

A partir do Palácio de Miraflores, a presidente em ecarregada da República Bolivariana da Venezuela, Delcy Rodríguez, realizou nesta segunda-feira um emocionante encontro com vítimas da violência política, com o objectivo de aprofundar o caminho rumo à paz e à justiça social por meio do Programa de Convivência Nacional.

Durante o evento, os familiares das vítimas levantaram a voz para relatar o difícil processo de luto e a busca inatingível por justiça. Neste contexto, a mandatária destacou que o perdão é um acto de “desapego pessoal” necessário para que a dor não se torne uma barreira para o desenvolvimento do país, enfatizando o compromisso do Estado para que esses factos não se repitam.

Durante o encontro, o deputado Jorge Arreaza enfatizou a necessidade de esclarecer as interpretações errôneas que diversos sectores têm divulgado sobre a Lei de Anistia, lembrando que o artigo 9º desse instrumento legal é categórico ao excluir desse benefício as violações graves dos direitos humanos, os crimes contra a humanidade, os crimes de guerra, homicídio doloso, tráfico de drogas e crimes previstos na Lei contra a Corrupção.

Além disso, o parlamentar sublinhou que não poderão optar por este benefício aqueles que tenham promovido, financiado ou participado em acções armadas contra a soberania nacional, ou aqueles que tenham invocado a intervenção de potências estrangeiras contra o povo venezuelano.

Por sua vez, a presidente encarregada, Delcy Rodríguez, manifestou a sua profunda empatia com os familiares e denunciou que os sectores extremistas que odeiam a Venezuela preferiram pedir intervenções estrangeiras e promover o sequestro institucional em vez de buscar soluções políticas.

“A primeira coisa que precisa ser curada é o ódio, essas expressões de intolerância que não reconhecem o diferente por sua cor de pele, religião ou posição política. A Venezuela precisa se curar”, afirmou a mandatária.

Rodríguez reconheceu que, embora exista uma dívida em relação à rapidez da justiça para com as vítimas, a activação do Programa de Convívio procura saldar esse compromisso moral.

Em um gesto de transparência, ela mencionou a complexidade de seu trabalho diplomático: “Tive que me sentar com os algozes da Venezuela e estou a fazer isso pela Venezuela, pela soberania que os Libertadores nos deram”, referiu a presidente interina, aludindo ao ataque militar perpetrado em 3 de janeiro pelos Estados Unidos, que deixou pelo menos 100 pessoas mortas e levou ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores.

Por fim, a mandatária fez um apelo para que se cuide do actual processo de estabilidade e agradeceu a incorporação das vítimas às mesas de trabalho. Ela alertou que existem sectores que ainda fazem “interpretações incorrectas” das leis para perturbar o caminho da recuperação nacional, mas ratificou que a mensagem do Governo Bolivariano continua sendo a cura e o avanço rumo à justiça plena.

Fonte:

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