Delcy Rodríguez recebe vítimas da violência política: “A Venezuela precisa de sarar”
"A primeira coisa que precisa ser curada é o ódio, essas expressões de intolerância que não reconhecem o diferente pela cor da pele, religião ou posição política", enfatizou a presidente Encarregada da Venezuela.
A partir do Palácio de Miraflores, a presidente em ecarregada da República Bolivariana da Venezuela, Delcy Rodríguez, realizou nesta segunda-feira um emocionante encontro com vítimas da violência política, com o objectivo de aprofundar o caminho rumo à paz e à justiça social por meio do Programa de Convivência Nacional.
Durante o evento, os familiares das vítimas levantaram a voz para relatar o difícil processo de luto e a busca inatingível por justiça. Neste contexto, a mandatária destacou que o perdão é um acto de “desapego pessoal” necessário para que a dor não se torne uma barreira para o desenvolvimento do país, enfatizando o compromisso do Estado para que esses factos não se repitam.
Durante o encontro, o deputado Jorge Arreaza enfatizou a necessidade de esclarecer as interpretações errôneas que diversos sectores têm divulgado sobre a Lei de Anistia, lembrando que o artigo 9º desse instrumento legal é categórico ao excluir desse benefício as violações graves dos direitos humanos, os crimes contra a humanidade, os crimes de guerra, homicídio doloso, tráfico de drogas e crimes previstos na Lei contra a Corrupção.
#ENVIVO | "Venezuela hoy abraza a sus víctimas. Estamos aquí para garantizar que nunca más el odio sea utilizado como arma contra el pueblo". Ratificó la presidenta (E) Delcy Rodríguez en un acto de reconocimiento histórico por la dignidad de la nación. pic.twitter.com/o5lHl4yhQG
— teleSUR TV (@teleSURtv) February 23, 2026
Além disso, o parlamentar sublinhou que não poderão optar por este benefício aqueles que tenham promovido, financiado ou participado em acções armadas contra a soberania nacional, ou aqueles que tenham invocado a intervenção de potências estrangeiras contra o povo venezuelano.
Por sua vez, a presidente encarregada, Delcy Rodríguez, manifestou a sua profunda empatia com os familiares e denunciou que os sectores extremistas que odeiam a Venezuela preferiram pedir intervenções estrangeiras e promover o sequestro institucional em vez de buscar soluções políticas.
“A primeira coisa que precisa ser curada é o ódio, essas expressões de intolerância que não reconhecem o diferente por sua cor de pele, religião ou posição política. A Venezuela precisa se curar”, afirmou a mandatária.
🎥🇻🇪 | En el marco de la aprobación de la Ley De Amnistía en Venezuela, el secretario venezolano de la Comisión de Derechos Humanos, Larry Devoy, durante su intervención subrayó la determinación y constancia de las víctimas de violencia y sus familiares en la exigencia de… pic.twitter.com/FelhEWDtdv
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Rodríguez reconheceu que, embora exista uma dívida em relação à rapidez da justiça para com as vítimas, a activação do Programa de Convívio procura saldar esse compromisso moral.
Em um gesto de transparência, ela mencionou a complexidade de seu trabalho diplomático: “Tive que me sentar com os algozes da Venezuela e estou a fazer isso pela Venezuela, pela soberania que os Libertadores nos deram”, referiu a presidente interina, aludindo ao ataque militar perpetrado em 3 de janeiro pelos Estados Unidos, que deixou pelo menos 100 pessoas mortas e levou ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores.
Por fim, a mandatária fez um apelo para que se cuide do actual processo de estabilidade e agradeceu a incorporação das vítimas às mesas de trabalho. Ela alertou que existem sectores que ainda fazem “interpretações incorrectas” das leis para perturbar o caminho da recuperação nacional, mas ratificou que a mensagem do Governo Bolivariano continua sendo a cura e o avanço rumo à justiça plena.
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