
85 anos depois, a Rússia está, mais uma vez, a dar o maior contributo em defesa da humanidade
Não estou a dizer nada de novo ao afirmar que o dia 3 de janeiro de 2026 marcou um ponto de viragem na história da Venezuela. O problema reside nas diferentes interpretações que têm vindo a ser feitas desse acontecimento. E agora, quase seis meses depois, outro acontecimento chocante abala a vida dos venezuelanos. Em ambos os casos, a morte visitou os lares de dezenas de cidadãos.
A verdade está nos factos. Nós, venezuelanos, temos presentes as palavras do nosso Libertador após o terramoto de 26 de março de 1812, que destruiu toda a cidade de La Guaira e grande parte da Caracas da época. Naquele dia, depois de percorrer os escombros no centro da cidade, Bolívar disse: «Se a natureza se opuser, lutaremos contra ela e faremos com que nos obedeça», mesmo que — como dizem alguns —, neste caso, a acção da natureza tenha sido motivada pelo desenvolvimento do programa de investigação High-Frequency Active Auroral Research Program (HAARP) das forças armadas dos Estados Unidos, cujo objectivo é provocar secas, furacões, inundações e terramotos como uma nova arma de destruição maciça a ser utilizada pela política intervencionista dos Estados Unidos no mundo.
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Autor:
Sergio Rodríguez Gelfenstein |
Consultor e analista internacional venezuelano, licenciado em Estudos Internacionais e mestre em Relações Internacionais pela Universidade Central da Venezuela. Doutor em Estudos Políticos pela Universidade dos Andes, Venezuela. Publicou artigos em revistas especializadas de Porto Rico, Bolívia, Peru, Brasil, Venezuela, México, Argentina, Espanha e China. Escreveu 22 livros e 6 em coautoria. Os mais recentes são: “Ayacucho, a maior vitória do Novo Mundo” (2024), “Três pilares da resistência porto-riquenha no século XX” (2024), “China no século XXI, o despertar de um gigante” (2023), 2 edições em 9 países. Prémio Nacional de Jornalismo 2016. Ex-diretor de Relações Internacionais da Presidência da Venezuela. Ex-embaixador da Venezuela na Nicarágua. Desde março de 2016, é investigador-docente convidado da Universidade de Xangai, China, e, desde 2023, professor do doutoramento em Segurança Integral da Nação na UNEFA, Venezuela. Desde 2023, é investigador do Centro de Estudos Latino-Americanos Rómulo Gallegos (Celarg). Eleito por 7 revistas de ciências sociais entre os 12 intelectuais mais influentes da atualidade na Venezuela em março de 2025.
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