Cuba

Esta cidade é um verdadeiro templo da diversidade

Santa Clara voltou a vestir-se de diversidade e esperança, mas também relembrou o caminho difícil que a comunidade LGBTIQ+ teve de percorrer.

As ruas encheram-se de cor numa jornada liderada por Ramón Silverio, director do El Mejunje, e Juana «La Candela», acompanhados pelo rugido do Clube de Motos Clássicas de Villa Clara.
 
Esse presente radiante contrasta com um passado marcado por incompreensões, dificuldades, dor e lágrimas.
 
A comunidade LGBTIQ+ foi uma das mais marginalizadas e maltratadas pela sociedade cubana.
 
No entanto, longe de responder com ódio, lutou pelo amor e pelo respeito, e encontrou no perdão um caminho para transformar a realidade.
 
Quem melhor do que aqueles que viveram a exclusão para compreender o amor, a reconciliação e não o ódio?
 
A proclamação dos direitos na Constituição da República e a aprovação do Código da Família constituíram marcos que consagraram legalmente a igualdade e o reconhecimento da diversidade.
 
Estes avanços legais são fruto de uma mudança de mentalidade que tem vindo a ganhar força na sociedade cubana.
 
Nesse processo, o El Mejunje teve um papel decisivo. Mais do que um centro cultural, tornou-se um símbolo de convivência e respeito, uma verdadeira catedral da inclusão.
 
Silverio, com a sua visão pioneira, criou um espaço onde todos têm cabimento, sem rótulos nem preconceitos, e, com isso, forjou uma mentalidade que hoje se reflete nas ruas de Santa Clara.
 
Apesar da complexa situação do país, a cidade hasteou com orgulho a bandeira cubana ao lado da bandeira da diversidade, enviando uma mensagem clara: só a partir do amor, do perdão e da reconciliação é que se constrói uma sociedade unida.
 
Santa Clara, marchou pelo amor
 
Só o amor gera maravilhas, só o amor transforma o barro num milagre

Henry Omar Perez | Comunicador Membro da Asociación Cubana de Comunicadores Sociales, escreve para a ACN, Jornal Soy Villa Clara e para as páginas Cuba Soberana e Razones de Cuba.

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