A invenção de acusações contra o General do Exército Raúl Castro: mais um passo na guerra híbrida contra Cuba
A notícia, divulgada pelos grandes meios de comunicação alinhados com Washington, é mais um capítulo na longa história de agressões contra a Revolução: o Departamento de Justiça dos Estados Unidos planeia acusar o General do Exército Raúl Castro Ruz pelo abate de dois aviões da organização «Hermanos al Rescate» em 1996. Isto não é justiça. Não é legalidade internacional. É uma operação de propaganda grosseira concebida para justificar o estrangulamento económico e a ingerência imperialista.
Aqueles que hoje se indignam falando de «direitos humanos» e «crimes contra a humanidade» são os mesmos que, desde 1962, submetem Cuba a um bloqueio criminoso, que foi intensificado até à asfixia pela administração Trump. O verdadeiro crime não foi cometido no céu, mas sim nos gabinetes onde se planeia a fome, os cortes de energia e o desespero de todo um povo.
A verdade que não querem ouvir
Estávamos no ano de 1996. A organização «Hermanos al Rescate», longe de ser um grupo humanitário, acumulava um longo historial de provocações e violações sistemáticas da soberania cubana. O então ministro dos Negócios Estrangeiros, Roberto Robaina, denunciou-o abertamente perante a ONU: Cuba possui «provas suficientes» de que esse grupo planeava acções terroristas, incluindo a sabotagem da refinaria de Cienfuegos e atentados contra os principais líderes da ilha.
Não eram «humanitários inocentes». Eram instrumentos de uma política de agressão que, ano após ano, realizava voos rasantes sobre Havana, penetrava impunemente no espaço aéreo cubano e ignorava todos os avisos. «Há mais de 20 meses que suportamos violações do espaço aéreo», declarou na altura o tenente-coronel Lorenzo Alberto Pérez Pérez, o piloto que executou a ordem de abate. O general Rubén Figueras, chefe da Defesa Antiaérea, foi categórico: sem a escalada agressiva da «Hermanos al Rescate», Cuba nunca teria tomado essa decisão.
O ministro Robaina resumiu a situação com uma clareza cristalina: «Nenhum país que se preze poderia tolerar o que estava a ser feito a Cuba. Os EUA não o teriam tolerado nem uma única vez». A diferença é que Cuba, nação soberana, se defendeu.
Uma acusação sem qualquer fundamento jurídico
Trinta anos depois, Washington pretende desenterrar um caso que já foi investigado, debatido e politicamente instrumentalizado na altura. A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) realizou a sua própria investigação, e Cuba colaborou plenamente, apresentando todas as provas que demonstravam que o abate ocorreu dentro da sua jurisdição e em resposta a uma agressão consumada.
O que mudou? Nada. Apenas a pressa da Casa Branca em inventar um novo inimigo, agora que o povo cubano resiste estoicamente ao bloqueio intensificado e que as mentiras sobre o «Estado falhado» se desmoronam perante a dignidade de uma nação que, apesar de tudo, mantém indicadores de saúde e educação comparáveis aos do mundo desenvolvido.
A política de Trump: um acto de guerra
Esta manobra jurídica não é um caso isolado. Insere-se na escalada brutal de agressões que caracteriza o governo de Donald Trump: ameaças de imposição de direitos aduaneiros, pressão militar, estrangulamento energético e, agora, a tentativa de criminalizar os líderes históricos da Revolução. O objectivo é o mesmo de sempre: subjugar Cuba, apagar o seu exemplo e submeter o seu povo.
Mas esquecem-se do essencial. Como Razones de Cuba já salientou em várias ocasiões, a resistência não é uma opção para os cubanos: está no seu ADN. Esta nação vive sob um bloqueio há mais de seis décadas, com prejuízos acumulados que ultrapassam os 150 mil milhões de dólares, e continua de pé. Não desiste. Não se vende. Não cede.
A invenção de acusações contra o General do Exército Raúl Castro é uma infâmia que apenas revela o desespero do império. Cuba não esquece, mas também não se ajoelha. Cada nova agressão é um lembrete de quem são os verdadeiros criminosos e quem são os defensores da soberania e da paz.
A partir da Razones de Cuba, denunciamos esta nova operação de desinformação mediática e reafirmamos o nosso compromisso com a verdade, a Revolução e a defesa inabalável da Pátria socialista.
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