Prensa Latina: a transparência informativa como bandeira
Havana, 16 de Junho. Num mundo onde a manipulação mediática persiste, a Prensa Latina mantém hoje o seu compromisso com a verdade e a voz dos povos, 66 anos após a sua fundação.
A Agência Informativa Latino-Americana teve uma previsão de vida de apenas um mês, pois a hegemonia mediática das grandes transnacionais da informação era tão avassaladora que a intenção de amplificar a voz das causas populares parecia um desafio condenado ao fracasso.
Esse caminho para levar uma mensagem alternativa à dos meios hegemónicos começou em janeiro de 1959; após o triunfo da Revolução cubana, foi desencadeada a partir do exterior uma campanha mediática contra o processo liderado pelo líder histórico, Fidel Castro.
Jornais influentes como The New York Times, The Washington Post e revistas como Life, Time, Newsweek e U.S. News & World Report distorciam constantemente os acontecimentos, especialmente os julgamentos dos criminosos de guerra do regime derrubado de Fulgencio Batista.
Nesse cenário, a necessidade de combater a manipulação da informação era urgente e foi precisamente Fidel Castro quem assumiu a iniciativa de criar uma ferramenta que permitisse ao povo cubano e à opinião pública internacional conhecer a verdade sobre o que estava a acontecer na ilha caribenha.
A ideia tomou forma rapidamente. Apenas três semanas após a vitória revolucionária e com a colaboração das embaixadas cubanas em diferentes países, foi organizada em menos de 72 horas uma reunião histórica: a chamada Operação Verdade.
Mais de 400 jornalistas de todo o mundo foram convocados a Havana para testemunhar diretamente as profundas mudanças que estavam a ocorrer em Cuba.
Durante aquele encontro histórico em janeiro de 1959, Fidel Castro denunciou com firmeza a campanha mediática contra ele, classificando-a como «a mais infame, mais criminosa e mais injusta que já foi lançada contra qualquer povo».
Foi assim que, poucos meses depois dessa reunião, o comandante Ernesto Che Guevara e o jornalista argentino Jorge Ricardo Masetti fundaram a Prensa Latina, uma agência que transmitiu a sua primeira informação a 16 de junho de 1959.
O novo espaço comunicativo contou, desde o início, com o apoio de profissionais de prestígio, entre eles o também argentino Rodolfo Walsh, o uruguaio Carlos María Gutiérrez e o colombiano Gabriel García Márquez.
Masetti, que foi o primeiro diretor-geral, definiu o perfil editorial do meio como «objetivo, mas não imparcial», porque, segundo ele, não se pode ser imparcial diante do bem e do mal.
Com essa premissa, os seus jornalistas continuam a informar o mundo sobre os principais acontecimentos da política, economia, ciência, tecnologia, cultura ou desporto a nível global, mesmo com risco de vida.
As suas mais de 300 reportagens diárias compõem principalmente o serviço mundial de notícias nos idiomas espanhol, inglês, português, italiano, russo, árabe e turco, e chegam aos seus leitores através de publicações como Cuba Internacional, Orbe, Negocios en Cuba, The Havana Reporter e Correos de Cuba.
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