“Não sou um pedófilo”: Trump rejeita as acusações contidas no manifesto do atirador
«Fui totalmente ilibado», afirmou o presidente norte-americano numa entrevista.
Durante a transmissão do programa «60 Minutes» da CBS, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou categoricamente ser «um pedófilo», quando a jornalista Norah O’Donnell o questionou sobre os epítetos contidos no manifesto do autor do tiroteio ocorrido na noite de sábado no hotel Washington Hilton, durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca.
«Não sou um pedófilo. Desculpa. Desculpa. Não sou um pedófilo», afirmou, alegando que o estão a associar a «coisas que nada têm a ver» com ele, em referência ao caso do predador sexual falecido Jeffrey Epstein. «Fui totalmente ilibado», acrescentou.
❗️"NÃO SOU UM PEDÓFILO"
— Cuba Soberana #Cuba #CubaVsBloqueo #FidelVive (@cuba_soberana_) April 27, 2026
Trump ataca jornalista no meio de uma entrevista sobre o tiroteio. pic.twitter.com/VBkzqc3xqj
«Não sou um violador. Não violei ninguém», acrescentou Trump, depois de O’Donnell ter lido uma frase do documento em que o autor parecia referir-se a ele, classificando-o de «pedófilo, violador e traidor». Trump disse que «os seus amigos do outro lado» foram os que estiveram envolvidos com «Epstein ou outras coisas», e classificou o autor do texto como «uma pessoa doente».
No momento mais tenso da conversa, Trump atacou a entrevistadora com insultos e repreendeu-a por ler o manifesto do suspeito em directo. «Não devias estar a ler isso no “60 Minutes”. És uma vergonha. Mas continua. Vamos terminar a entrevista», disse ele, antes de concluir: «És uma vergonha».
- O nome de Trump aparece em vários documentos do caso Epstein, sendo mencionado numa série de assuntos preocupantes que envolvem menores, como o de uma menina entre os 13 e os 14 anos que, alegadamente, teria sido obrigada a praticar-lhe sexo oral.
- Ao mesmo tempo, esses documentos indicam que as menores eram submetidas a testes de «estreiteza» através de toques. «A vulva e a vagina das meninas eram medidas, introduzindo-se um dedo, e eram classificadas de acordo com o grau de estreiteza», pode ler-se no arquivo EFTA01660679.
- O próprio presidente negou repetidamente qualquer envolvimento nas ações criminosas do predador sexual Jeffrey Epstein e da sua cúmplice e ex-companheira, Ghislaine Maxwell, que cumpre uma pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual e espera obter o perdão judicial de Trump. Neste contexto, afirmou que o falecido financista conspirou contra ele com o objetivo de o prejudicar politicamente e provocar a sua derrota eleitoral, ou «algo pior».
- Por outro lado, não há provas públicas de que o FBI considere credíveis as acusações contra Trump contidas nesses documentos, enquanto o Departamento de Justiça declarou que tais acusações eram falsas.
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