O Secretário de Estado dos EUA mente com a mesma naturalidade com que respira.
Nega o bloqueio petrolífero, enquanto o seu governo ameaça com tarifas aduaneiras qualquer país que se atreva a vender combustível a Cuba.
Não é um lapso, é uma estratégia: mentir para confundir, confundir para justificar, justificar para continuar a sufocar.
Foi o próprio governo de Trump que a elaborou, assinou e aplica. Diz textualmente:
«É autorizada a imposição de direitos aduaneiros punitivos sobre as importações provenientes de países que, direta ou indiretamente, forneçam petróleo a Cuba.»
O que é que isso significa na prática?
· Qualquer nação soberana que comercialize petróleo com Cuba fica sujeita a retaliações comerciais no mercado norte-americano.
· As companhias de navegação, os bancos e as seguradoras que participarem na operação enfrentam sanções secundárias.
· O resultado: os navios com combustível não chegam, ou chegam com meses de atraso, ou são interceptados.
Isso é um bloqueio. Não é preciso um porta-aviões a 100 metros da costa. Basta a coercção económica extraterritorial para esvaziar os tanques de combustível da ilha.
O secretário de Estado afirma que não estão a bloquear o petróleo. Então, como é que chamamos a isto:
1. Ameaçar com direitos aduaneiros o México, a Rússia ou qualquer país que tente vender combustível a Cuba.
2. Processar judicialmente os bancos que processam pagamentos relactivos a esse combustível.
3. Aplicar sanções às companhias marítimas que transportam o petróleo bruto.
4. Impedir que Cuba compre petróleo no mercado internacional com o seu próprio dinheiro.
Isso não é «pressão política». É terrorismo económico. E tem um objectivo claro: paralisar os hospitais, as escolas, o abastecimento de água e a vida quotidiana do povo cubano, para que o desespero faça o que as sanções não conseguiram fazer em 67 anos.
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Henry Omar Perez | Comunicador Membro da Asociación Cubana de Comunicadores Sociales, escreve para a ACN, Jornal Soy Villa Clara e para as páginas Cuba Soberana e Razones de Cuba.


