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O Irão promete “uma resposta contundente” aos ataques dos EUA.

Além disso, as Forças Armadas iranianas «não permitirão, em circunstância alguma, a ingerência dos Estados Unidos nos assuntos ou na gestão do Estreito de Ormuz».

O Quartel-General Central Jatam al Anbiya, o comando operacional máximo das Forças Armadas do Irão, subordinado ao Estado-Maior, prometeu responder com firmeza aos EUA pelos seus últimos ataques contra o Irão, perpetrados apesar do memorando de entendimento entre ambos os países.

«O exército terrorista dos EUA, sem respeitar os seus compromissos e aproveitando-se do facto de o corpo sagrado do líder mártir dos muçulmanos e dos povos livres do mundo se encontrar sob a protecção das autoridades e do corajoso povo do Iraque,atacou abertamente algumas zonas do sul do nosso amado Irão“, comunicou esta quarta-feira a instituição. 

«As Forças Armadas da República Islâmica do Irão darão uma resposta contundente a esta agressão norte-americana e a este ato terrorista», afirmou, ao mesmo tempo que indicou que  Teerão não permitirá que Washington interfira nos assuntos nem na gestão do Estreito de Ormuz «em nenhuma circunstância».

«Reitera-se que a única rota segura para navios mercantes e petroleiros no Estreito de Ormuz é a designada pela República Islâmica do Irão», afirmou o organismo. 

Nova escalada 

As Forças Armadas dos EUA lançaram  esta terça-feira uma série de bombardeamentos contra o Irão com o objetivo de «impor» à República Islâmica «custos elevados» por supostamente ter atacado navios mercantes que navegavam no estreito de Ormuz.

«As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) começaram a lançar uma série de ataques contundentes contra o Irão para lhe impor custos elevados por ter atacado e tomado como alvo navios mercantes tripulados por civis inocentes numa rota marítima internacional”, comunicou o organismo nas suas redes sociais.

Entretanto, os meios de comunicação locais iranianos noticiaram explosões na cidade portuária de Sirik, bem como na ilha de Qeshm, em Bandar Abbas  e na ilha de Jarg, onde se encontra a infraestrutura-chave do setor petrolífero iraniano e a partir da qual são geridas 90 % do total das exportações de crude do país.

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