
Fidel, a arte da palavra: Cuba só se renderá se deixar de existir (+ Vídeos)
O assalto aos quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, a 26 de julho — data que, isoladamente, poderia ser vista exclusivamente como uma derrota militar —, no contexto da luta pela independência de Cuba, transformou-se numa vitória estratégica e política que acabou por conduzir os rebeldes ao triunfo revolucionário de 1959.
Essa data consolidou-se no imaginário popular como símbolo de heroísmo, sacrifício e patriotismo. E o povo habituou-se, durante a Revolução, a que, todos os dias 26 de julho, Fidel proferisse um dos discursos mais importantes de todo o ano.
Não é por acaso que o assalto ao Moncada tenha ocorrido precisamente no ano do centenário de Martí, tal como não é por acaso que a rebeldia que ele despertou perdure agora, ao completar-se o centenário de Fidel.
Entre ambas as datas comemorativas pulsa uma mesma convicção, forjada face à «raiva e ao ódio daqueles que não toleram nem perdoam a desobediência dos povos», e é precisamente essa recusa em ajoelhar-se — ontem perante o colapso geopolítico, hoje perante a chantagem imperialista — que mantém viva, um século após o Apóstolo e quase sete décadas após o Moncada, a certeza de que Cuba só se renderá se deixar de existir.
Devido à sua profundidade e importância, o Cubadebate disponibiliza aos seus leitores dois excertos em vídeo das intervenções do líder da Revolução, em 1978 e em 1989, bem como a transcrição integral de ambos os discursos.
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