Venezuela

A Venezuela desmente o controlo militar dos EUA no Aeroporto de Maiquetía

Através da conta oficial do Palácio de Miraflores na rede social X, o Executivo nacional afirmou que não há qualquer possibilidade de os Estados Unidos ou qualquer outro país controlarem uma instituição no território venezuelano.

O Governo da República Bolivariana da Venezuela desmentiu categoricamente um rumor que circula nas redes sociais, segundo o qual a Força Aérea dos Estados Unidos teria assumido o controlo operacional do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía. Esta notícia falsa foi divulgada na sequência do duplo sismo de magnitude 7,1 e 7,5 registado na passada quarta-feira, sob o pretexto de «garantir a chegada de ajuda humanitária ao país«.

Através da conta oficial do Palácio de Miraflores na rede social X, o Executivo nacional afirmou que não há qualquer forma de os Estados Unidos ou outro país controlarem uma instituição no território venezuelano. Além disso, salientou que a nação mantém uma relação positiva de cooperação com os governos de todo o mundo.

«Reafirmamos a relação positiva de cooperação que mantemos com os governos de todo o mundo no âmbito da nossa soberania, especialmente neste momento difícil», publicou a conta oficial da sede do Governo.

Esta informação falsa faz parte de uma onda de conteúdos falsos divulgados em plataformas digitais na sequência do sismo. Entre as notícias falsas detetadas, destacam-se os alertas infundados de tsunami em La Guaira e as notícias sobre um suposto apagão geral atribuído de forma fraudulenta à Corporação Eléctrica Nacional (Corpoelec) no passado dia 24 de junho.

No âmbito deste mesmo esquema de desinformação, o Instituto Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Idenna) decidiu desmentir rumores relacionados com a violação dos direitos de menores afectados pelos sismos. O organismo estatal esclareceu que nenhuma criança é entregue a pessoas desconhecidas e que os protocolos de reunificação familiar são executados sob estrita supervisão legal, garantindo a proteção integral nos centros de acolhimento habilitados.

As redes sociais tornaram-se o epicentro da divulgação destas campanhas. As análises detectaram a utilização de ferramentas de Inteligência Artificial para criar vídeos com cenários irreais sobre a Venezuela, bem como a utilização de imagens antigas ou relacionadas com catástrofes naturais ocorridas noutros países.

Perante esta conjuntura, marcada por um dos desafios mais complexos da história recente do país, o contributo fundamental dos cidadãos para superar a emergência reside na divulgação exclusiva de dados verificados.

As autoridades venezuelanas insistem que a propagação de rumores apenas agrava a situação de emergência, pelo que exortaram a população a consultar apenas os canais oficiais, a fim de preservar a tranquilidade pública e evitar mal-entendidos.

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