Venezuela

A Venezuela recorrerá ao TIJ para defender os seus direitos históricos sobre a Guayana Esequiba

A Venezuela confirmou que a sua participação nas audiências não implica o reconhecimento da jurisdição do Tribunal sobre o litígio territorial.

A República Bolivariana da Venezuela informou neste sábado, 2 de maio, que participará, a partir do próximo dia 4 de maio de 2026, nas audiências perante o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ). Esta comparência surge na sequência do processo instaurado unilateralmente pela República Cooperativa da Guiana, acção que Caracas classifica como uma violação directa do Acordo de Genebra.

Através de um comunicado oficial publicado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Yván Gil, o Executivo nacional reafirmou a sua posição histórica de não reconhecer a jurisdição desse tribunal. O comunicado sublinha que a comparência nestas audiências não implica, em caso algum, o consentimento da Venezuela quanto à competência do Tribunal nesta matéria.

O Estado venezuelano recorre a esta instância internacional com o único objectivo de mostrar ao mundo a verdade jurídica sobre os seus direitos soberanos sobre o território. A delegação nacional apresentará os argumentos que demonstram que a Guayana Esequiba pertence à Nação desde a sua fundação como república independente e soberana.

Esta posição reflecte fielmente a vontade popular expressa pelos cidadãos venezuelanos no referendo consultivo realizado no passado dia 3 de dezembro de 2023. Nessa consulta, o povo rejeitou por maioria a intervenção de organismos judiciais externos e apoiou a defesa integral do mapa territorial completo do país.

A Venezuela defende que a única solução válida e legal para este litígio reside exclusivamente no quadro normativo do Acordo de Genebra de 1966. Este tratado internacional obriga ambas as partes a chegar a um acordo prático e satisfatório através do diálogo directo, respeitando sempre os princípios da boa-fé.

Por fim, o Governo bolivariano reivindicou os seus direitos de soberania e assegurou que nunca renunciará ao território que, historicamente, lhe pertence por direito próprio. A participação nas audiências visa desmascarar as pretensões unilaterais da Guiana e reafirmar o compromisso inabalável da Nação com a integridade do seu território.

Fonte:

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