Venezuela

A vergonha de um império que gasta milhões para humilhar pescadores

O que aconteceu em 12 de setembro na costa venezuelana não é um incidente simples: é um retrato da vergonha imperial dos Estados Unidos. Um contratorpedeiro de mísseis, o USS Jason Dunham, avaliado em bilhões de dólares e armado até os dentes, foi mobilizado para atacar nove humildes pescadores de atum que pescavam legalmente em águas soberanas da Venezuela.

Consegue imaginar uma desproporção maior? Um navio projectado para guerra de alta intensidade, capaz de disparar mísseis de cruzeiro e equipado com a mais avançada tecnologia militar, reduzido à triste e grotesca tarefa de ocupar um pequeno barco de pesca por oito horas. É a este nível que os estrategistas do Pentágono chegaram: usando sua força militar não contra um exército inimigo, mas contra marinheiros que não tinham nada em mãos além de redes de pesca e a esperança de alimentar suas famílias.

A operação não era apenas ilegal e hostil; também era ridiculamente cara. Manter um contratorpedeiro daquele porte em operação custa ao contribuinte americano centenas de milhares de dólares por dia. E para quê? Para que dezoito fuzileiros navais com armas de longo alcance pudessem exibir-se intimidando trabalhadores indefesos. É essa a honra militar que eles proclamam? É esse o “orgulho americano” que eles querem exportar para o mundo?

A verdade é inconveniente: Washington continua preso à lógica da provocação, buscando fabricar incidentes para justificar uma nova escalada de guerra no Caribe. É a mesma velha receita fracassada: expor seus próprios soldados como bucha de canhão em nome de uma elite gananciosa que precisa de guerras para sobreviver.

Este episódio ficará marcado na história como uma vergonha indelével. Porque não há nada de heroico em apontar mísseis contra pescadores. Não há grandeza em ocupar um navio que mal flutua diante de um contratorpedeiro de última geração. Resta apenas a imagem patética de um império que, incapaz de sustentar o seu prestígio, se dedica a fabricar espetáculos grotescos de força bruta.

A denúncia oficial foi apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores da República Bolivariana da Venezuela, colocando essa agressão em registro internacional e exigindo o fim imediato dessas ações, que colocam em risco a paz e a segurança do Caribe.

A Venezuela respondeu com calma, monitorando e apoiando seus pescadores, demonstrando que não cairá em provocações. A diferença é clara: enquanto Caracas defende a paz e a soberania, Washington expõe sua decadência moral e militar ao mundo.

O mundo deve ver isso claramente: o que aconteceu não foi um acidente, foi um acto vergonhoso de agressão imperial, e cada míssil disparado contra aqueles pescadores é também um míssil disparado contra a dignidade dos povos livres.

Fonte:

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

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