América Latina e CaraíbasBrasil

Brasil rejeita ameaça dos Estados Unidos sobre possível uso de “meios militares”

A tensão entre o Brasil e os EUA aumenta devido às tarifas impostas por Donald Trump e à interferência no processo judicial contra Jair Bolsonaro.

O Brasil considera totalmente inaceitável a declaração da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que afirmou nesta terça-feira, em conferência de imprensa, que os Estados Unidos poderiam usar o seu poderio económico e militar para garantir a “liberdade de expressão”.

A porta-voz sugeriu assim que Washington usaria força militar contra o Brasil, devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, responsável pela tentativa de golpe de Estado de 2023.

A ministra de Relações Institucionais da Presidência, Gleisi Hoffman, alertou que hoje foi atingido um «ponto crítico» quando, do país vizinho ao norte, “ameaçam invadir o Brasil para libertar Jair Bolsonaro da prisão”.

Embora a porta-voz da administração Trump não tenha comentado “nenhuma acção adicional”, as relações entre Washington e Brasília já se encontram num momento de máxima tensão, após a imposição de tarifas estadounidenses como forma de sanção pelo processo judicial contra o ex-presidente no Supremo Tribunal Federal.

Hoffman considerou a «liberdade de expressão» como um pretexto para justificar “a conspiração da família Bolsonaro”.

“Apenas se fosse liberdade para mentir, coagir a justiça e planear um golpe de Estado: estes são os crimes pelos quais Bolsonaro e os seus cúmplices estão a ser julgados com o devido processo legal”, sentenciou.

O julgamento pode prolongar-se até sexta-feira e já somam-se dois votos favoráveis à condenação por golpe de Estado, organização criminosa, danos qualificados, abolição violenta do Estado democrático de direito e deterioração de bens protegidos.

O governo dos EUA usou como pretexto o julgamento contra Jair Bolsonaro para impor tarifas de 50% às exportações do gigante sul-americano e impôs sanções contra membros do governo e juízes do Supremo Tribunal Federal, entre eles Alexandre de Moraes, responsável pelo processo contra o ex-presidente.

Na mensagem partilhada na rede social X no passado dia 7 de setembro, o presidente do gigante sul-americano lembrou que “não pode interferir nas decisões da Justiça brasileira, ao contrário do que querem impor ao nosso país”, numa resposta evidente às tentativas intervencionistas da Administração norte-americana no julgamento contra Bolsonaro.

Lula Da Silva defendeu a democracia e garantiu que o Brasil mantém relações de amizade com todos os países, mas tem um “único dono: o povo brasileiro”.

Fonte:

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

A cobertura mediática sobre Cuba e a América Latina é dominada por um só lado. Nós mostramos o outro. Receba análises geopolíticas que fogem do mainstream ocidental.

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para obter mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *