China critica EUA por tácticas hegemónicas nas negociações comerciais
A China opõe-se firmemente a qualquer acordo que prejudique os seus interesses e continua plenamente capaz de salvaguardar os seus direitos e interesses legítimos, afirmou o Ministério do Comércio esta segunda-feira.
Os comentários do ministério vieram em resposta a alguns relatos da imprensa estrangeira de que a administração Trump pretende pressionar outros países durante as negociações tarifárias, instando-os a restringir o comércio com a China em troca de isenções das tarifas dos EUA.
“A China não aceitará, em nenhuma circunstância, qualquer acordo que prejudique os seus interesses e responderá com contramedidas firmes e recíprocas”, disse um porta-voz numa declaração online.
O funcionário do ministério disse que os Estados Unidos impuseram recentemente tarifas arbitrárias a todos os seus parceiros comerciais sob o pretexto da chamada “reciprocidade”, ao mesmo tempo que pressionam os outros a envolverem-se nas chamadas negociações de “tarifas recíprocas”.
Trata-se, na essência, de um exercício de política hegemónica e de intimidação unilateral no domínio do comércio e da economia, encoberto pela retórica da reciprocidade. O apaziguamento não conduz à paz, nem o compromisso conquista o respeito, afirmou a declaração.
O Ministério do Comércio advertiu que procurar isenções sacrificando os interesses dos outros para obter ganhos egoístas a curto prazo é como tentar negociar com um tigre. Em última análise, acabará por ser um fracasso para ambas as partes, prejudicando os outros sem produzir qualquer benefício real.
“Perante o unilateralismo e o protecionismo, nenhum país pode ficar indiferente”, afirmou o porta-voz. “Se o comércio internacional voltar a ser a lei da selva, em que os fortes se aproveitam dos fracos, todas as nações acabarão por sofrer.”
A China está pronta a reforçar a solidariedade e a coordenação com todas as partes, a trabalhar em conjunto para fazer face a estes desafios, a resistir conjuntamente à intimidação unilateral e a defender a equidade e a justiça internacionais, afirmou a declaração.



