Cuba

Cuba questiona a política de dois pesos e duas medidas da União Europeia face ao bloqueio dos EUA

Havana, 25 de maio (Prensa Latina) O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, questionou hoje o duplo padrão da União Europeia ao não reconhecer que o bloqueio dos Estados Unidos constitui a principal causa da difícil situação que a ilha enfrenta.

Numa mensagem publicada na rede social X, Rodríguez salientou que a Alta Representante da UE para os Assuntos Externos deveria inspirar-se na defesa do Direito Internacional e da paz promovida pelo bloco europeu e adotar uma posição coerente com esses princípios nas suas referências a Cuba.

O ministro dos Negócios Estrangeiros criticou o facto de não se ter manifestado qualquer preocupação nem apoio às inúmeras empresas e cidadãos europeus que estão a ser ameaçados e prejudicados pelas últimas medidas norte-americanas, de carácter claramente extraterritorial e ilegal.

O ministro dos Negócios Estrangeiros salientou que «as transformações soberanas e profundas ocorridas em Cuba nas últimas décadas, com amplo consenso popular, fazem parte dos nossos assuntos internos».

No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba agradeceu a ajuda humanitária oferecida pela UE e por vários dos seus Estados-Membros, bem como a contribuição para o desenvolvimento da cooperação bilateral existente, consagrada no Acordo de Diálogo Político e Cooperação.

«Concordamos que oferece múltiplas oportunidades para um diálogo abrangente, para debater as nossas diferenças e manter uma relação sempre baseada no respeito, na igualdade e na reciprocidade», afirmou Rodríguez.

Cuba continuará a apostar numa relação com a UE baseada nesses princípios, concluiu o ministro dos Negócios Estrangeiros.

O endurecimento da política dos Estados Unidos em relação a Cuba concretizou-se através de decretos presidenciais que alargam o âmbito do bloqueio, incluindo sanções secundárias com alcance extraterritorial.

Estas disposições permitem sancionar entidades de países terceiros que mantenham laços comerciais ou financeiros com a ilha, o que viola os princípios do Direito Internacional ao tentar impor a jurisdição nacional para além das fronteiras dos Estados Unidos.

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