Delcy Rodríguez: Eleições livres e justas na Venezuela implicam um país livre de sanções
Para a mandatária, o crescimento da Venezuela como potência energética e povo soberano depende de trilhar um caminho livre das sanções que actualmente impedem o desenvolvimento nacional.
A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, destacou que “o país precisa estar livre de sanções para realizar eleições justas e desenvolver o seu potencial energético”, numa entrevista recente concedida à emissora norte-americana NBC News em Caracas, capital venezuelana.
Quando questionada sobre a convocatória para “eleições livres”, Rodríguez esclareceu que “realizar eleições livres e justas na Venezuela também significa ter um país livre e onde se possa exercer a justiça. Livre de sanções”, respondeu, enfatizando como essas medidas impedem o crescimento da nação como potência energética e povo soberano.
Estas declarações surgem no contexto do sequestro do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, que permanece detido ilegalmente pelos Estados Unidos numa prisão de segurança máxima em Nova Iorque, desde 3 de janeiro de 2025.
As declarações de Rodríguez lembram as afirmações do presidente constitucional da nação, Nicolás Maduro, que desde 2020 tem reiterado que a Venezuela quer “eleições livres de sanções, bloqueios, agressões” e “guerra económica”.
#ENVIVO | @NicolasMaduro : Estas elecciones tienen un contexto diferente, porque hemos sido afectados por los bloqueos y medidas coercitivas
— teleSUR TV (@teleSURtv) December 4, 2020
Pese a esas pérdidas económicas hemos hecho lo posible para mantener los proyectos nacionaleshttps://t.co/tqMKHfl0b4 pic.twitter.com/TUBh9wMwXF
Em novembro de 2022, durante uma conferência de imprensa com meios de comunicação nacionais e internacionais, Maduro anunciou que o governo bolivariano retomaria o diálogo integral com todos os sectores da oposição para garantir que as eleições fossem realizadas em um cenário livre de sanções.
Durante essa intervenção, o mandatário sublinhou que a transparência e a justiça eleitoral dependem diretamente do cumprimento dos acordos políticos e do fim do cerco económico contra a nação.
Em julho de 2023, em sintonia com essas declarações, Maduro lembrou que a Venezuela deseja “eleições livres de sanções, bloqueios, agressões” e “guerra económica”. Nesse sentido, exigiu novamente ao Governo dos Estados Unidos que levantasse todas essas medidas “sem qualquer tipo de condição”. “Queremos eleições livres de sanções, bloqueios, agressões e guerra económica. Levantem todas as sanções mal chamadas. O império norte-americano deve levantar todas as sanções, sem qualquer tipo de condição, e nós seguiremos em frente”, declarou.
Com o firme propósito de defender a independência da Venezuela, Rodríguez ractificou que o caminho para a normalização política requer a eliminação total das mal chamadas sanções, permitindo que o exercício do sufrágio seja uma expressão soberana da vontade popular em defesa da justiça e da dignidade nacional.
“Nicolás Maduro é o presidente legítimo da Venezuela”
Por outro lado, diante das questões sobre a liderança no país, ela foi enfática ao afirmar que Maduro continua a ser o presidente legítimo e que ela exerce a presidência com um esforço diário e rigoroso. Rodríguez reafirmou a sua legitimidade à frente do Executivo nacional, explicando que assumiu as rédeas do país seguindo a linha constitucional após o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores no passado dia 3 de janeiro.
La presidenta (E) de #Venezuela, Delcy Rodríguez, resaltó que los contactos que ha tenido con el presidente estadounidense Donald Trump y el secretario de Estado, Marco Rubio, han sido de respeto mutuo, que permiten realizar un trabajo conjunto. pic.twitter.com/HkbYt6I9wE
— teleSUR TV (@teleSURtv) February 13, 2026
A presidente encarregada precisou que esse quadro de estabilidade institucional é o que permitiu avançar em encontros de alto nível, como a recente reunião com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, para avaliar projectos de benefício mútuo.
Convite para visitar os EUA.
Como parte da sua gestão, Rodríguez reuniu-se na quarta-feira com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wrigth. Na reunião, avaliaram uma agenda energética benéfica para ambas as nações, no âmbito das relações bilaterais históricas.
A presidente encarregada foi enfática ao salientar que, por meio da diplomacia da paz, ambos os países poderão superar suas diferenças. Da mesma forma, a presidente encarregada informou sobre um convite para viajar aos Estados Unidos, uma possibilidade que está a ser avaliada. “Estamos a pensar em ir para lá assim que estabelecermos esta cooperação e pudermos avançar com tudo”, precisou Rodríguez, deixando a porta aberta para futuras aproximações.
O dia 3 de janeiro de 2026 já é uma data marcante na história da Venezuela e da América Latina. Nesse dia, o Império dos Estados Unidos agrediu uma nação soberana, sequestrou o presidente Nicolás Maduro e a deputada e primeira-dama combatente Cilia Flores, deixando centenas de mortos e um rasto de destruição.
A sociedade venezuelana ainda assimila a agressão. Os cidadãos tentam explicar as incertezas que atravessam o cenário político e, sobretudo, o económico: qual é a relação entre ambas as esferas, a qual das duas — ou a ambas — respondem certas circunstâncias que abalam a vida quotidiana.
Nos dias anteriores, em meio a essa situação, Delcy Rodríguez reiterou que a coexistência pacífica é o caminho para alcançar a paz económica e social do país. Rodríguez destacou a importância da participação plena do povo em todas as iniciativas nacionais.
Neste contexto, precisou que, para 2026, a meta é consolidar ainda mais o poder popular, e indicou que se buscará acompanhar as comunidades na sua organização para traduzir o crescimento económico em felicidade social dos trabalhadores e trabalhadoras.
Reiterou que a Venezuela avança na coesão nacional e reconstrói pontes com outros países por meio de agendas de trabalho em benefício do povo.
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