Trump admite que o bloqueio causa falta de acesso a medicamentos em Cuba
"O bloqueio dos EUA afecta os serviços de saúde, causa doenças e mortes em Cuba, apesar do nosso sistema de saúde muito poderoso".
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, sublinhou hoje que o bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos está na origem das limitações no acesso a medicamentos no país caribenho, recentemente admitidas pelo Presidente Donald Trump.
Na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros partilhou um excerto da sua entrevista à CNN en Español, onde abordou o impacto da política hostil de Washington nos cuidados de saúde da população cubana.
En entrevista a @CNNEE expliqué que el presidente de EEUU reconoce que en la manera que su país se conduce con #Cuba, impide a la economía cubana asegurar los recursos necesarios para proveer medicamentos a toda la población.#TumbaElBloqueo pic.twitter.com/St7wstpVfB
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) October 2, 2025
“Numa entrevista à CNN expliquei que o presidente dos EUA reconhece que a forma como o seu país se comporta com #Cuba impede a economia cubana de assegurar os recursos necessários para fornecer medicamentos a toda a população”, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Esta afirmação remete para as recentes declarações do presidente norte-americano, nas quais garante que em Cuba “não têm dinheiro para o Tylenol (paracetamol)”.
Na entrevista, Rodríguez Parrilla explica que o bloqueio inclui a proibição do envio de medicamentos e equipamentos médicos para Cuba, como ficou demonstrado durante a pandemia de Covid-19, quando aquele país se recusou a fornecer ventiladores pulmonares e oxigénio médico através de empresas subsidiárias.
“O bloqueio dos EUA afecta os serviços de saúde, causa doenças, causa mortes em Cuba, apesar do nosso sistema de saúde muito poderoso”, concluiu o ministro.
De acordo com o último relatório de Cuba sobre os efeitos do bloqueio, a política de Washington afecta a aquisição de 69% (%) dos medicamentos básicos na ilha.
Especifica que, desta lista de 651 medicamentos (250 importados e 401 de produção nacional), mais de 400 não são atualmente recebidos normalmente nas farmácias do país.
Da mesma forma, 364 medicamentos (56% do total) estão em falta, sublinha o relatório.
O documento destaca que Cuba não pode aceder normalmente, ou tem de o fazer através de terceiros mercados e a preços muito mais elevados, a tecnologias avançadas e medicamentos fabricados nos EUA, ou a equipamentos médicos em que mais de 10% dos componentes são provenientes desse país.
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