Venezuela

Delcy Rodríguez: Venezuela está calma e clama pela liberdade do presidente Maduro

«Se há algo que uniu os venezuelanos (...) é que a controvérsia, é que a divergência com o Governo dos Estados Unidos deve ser feita de forma diplomática, através do diálogo político», afirmou Delcy Rodríguez.

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, saudou nesta terça-feira as manifestações do povo venezuelano que exigem a libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, destacando que o país mantém a calma institucional apesar da recente agressão perpetrada pelos Estados Unidos.

Durante um discurso no Palácio de Miraflores, a mandatária reafirmou que o caminho para superar as tensões internacionais é o respeito à legalidade, tanto nacional como internacional, e a construção de agendas de trabalho apesar das diferenças políticas.

«Este ataque constitui uma mancha nas nossas relações e temos de trabalhar com esforço e respeito para superar as diferenças», afirmou Rodríguez, aludindo ao ataque militar perpetrado pelas forças norte-americanas no passado dia 3 de janeiro, que culminou com o sequestro do casal presidencial. Naquela madrugada, foram bombardeadas instalações civis, governamentais e militares da Venezuela, deixando um saldo de pelo menos 100 pessoas mortas e um número semelhante de feridos.

Ao referir-se às recentes conversas mantidas com o governo dos Estados Unidos, incluindo com o secretário de Estado, Marco Rubio e Donald Trump, a mandatária enfatizou que a diplomacia venezuelana está orientada para a paz e a gestão pública em prol da igualdade social, com base no respeito.

«Se há algo que uniu os venezuelanos (…) é que a controvérsia, é que a divergência com o Governo dos Estados Unidos (EUA) deve ser feita de forma diplomática, através do diálogo político», afirmou.

Rodríguez destacou que na Venezuela prevaleceu a institucionalidade após os últimos acontecimentos, ativando mecanismos como o diálogo político, a Comissão pelo Sistema de Justiça e a lei de amnistia para avançar em uma política nacional inclusiva.

«O povo venezuelano quer preservar a sua soberania, cuidar da independência nacional, da paz e da tranquilidade», afirmou, apelando ao respeito pelas leis e pela jurisdição nacional, ao mesmo tempo que acolhe o diálogo construtivo.

Em matéria económica, a presidente em exercício explicou que foram incorporados modelos de gestão bem-sucedidos à Lei de Hidrocarbonetos no âmbito da lei anti-bloqueio, garantindo segurança jurídica para o investimento.

Destacou ainda a aprovação unânime de reformas legislativas e anunciou a apresentação de novas regulamentações, como a lei de mineração, voltadas para fortalecer a soberania económica.

Para 2026, a meta é consolidar ainda mais o poder popular, afirmou Rodríguez, que indicou que se buscará acompanhar as comunidades na sua organização para traduzir o crescimento económico em felicidade social dos trabalhadores e trabalhadoras. Reiterou que a Venezuela avança na coesão nacional e reconstrói pontes com outros países por meio de agendas de trabalho em benefício do povo.

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