Reconciliação, paz e crescimento: a presidente encarregada Delcy Rodríguez faz um balanço após 100 dias de mandato
Delcy Rodríguez destaca que a Venezuela avança para um novo momento histórico, promovendo a reconciliação nacional e consolidando o crescimento económico
A presidente encarregada Delcy Rodríguez dirigiu este domingo uma mensagem à nação, na qual destacou que a Venezuela avança para um novo momento histórico, promovendo a reconciliação nacional, a convivência e a paz, e consolidando o crescimento económico apesar das graves feridas causadas pela guerra económica e pelas sanções imperialistas.
Delcy Rodríguez apelou à unidade do país para defender a pátria dos Libertadores e garantir o futuro da juventude. Em resumo, enumerou um conjunto de marcos alcançados durante os 100 dias do seu mandato à frente do país, iniciado após a agressão de 3 de janeiro e o sequestro do presidente constitucional Nicolás Maduro. Destacou que este período marca o início de uma etapa para recuperar a esperança e a confiança entre os venezuelanos. Ao mesmo tempo, reconheceu as expectativas da população e afirmou que as equipas do Governo trabalham para alcançar melhorias em prazos razoáveis e com resultados verificáveis.
A mandatária encarregada referiu que mais de 8 000 venezuelanos beneficiaram da Lei de Amnistia para alcançar a reconciliação nacional e superar o ódio político, reforçando o programa de convívio e paz no país.
Explicou que o país registou uma taxa de três homicídios por cada 100 000 habitantes, com mais de 6 000 quadrantes de paz activos.
Destacou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu quase 9%, acumulando 20 trimestres consecutivos de expansão económica com um modelo produtivo diversificado, avançando nos 13 motores estratégicos. Referiu que foram concedidos mais de 70 milhões de dólares em créditos, principalmente a mulheres empreendedoras, o que impulsionou a economia local.
Apesar das sanções contra o sector dos hidrocarbonetos, salientou que a PDVSA produz 1,1 milhões de barris por dia, foram dados os primeiros passos na exportação de gás e prevê-se recuperar em abril a produção petrolífera de dezembro de 2025, perturbada pelo bloqueio imperialista. Reafirmou que o país não renunciará à soberania sobre os seus recursos.
Além disso, referiu que centenas de empresas pretendem investir no país e que a Venezuela recuperou a sua representação no Fundo Monetário Internacional (FMI), o que facilitará o acesso a recursos para serviços básicos, como a saúde, e a consolidação de produções estratégicas.
A mensagem de dia 19 de abril —data em que se comemora o Dia da Independência— coincidiu com o primeiro dia da Grande Peregrinação Nacional por uma Venezuela sem Sanções e em Paz, que se prolongará até 1 de maio.
Além de exigir o fim das 1.041 medidas coercivas unilaterais e ilegais impostas pelo imperialismo, a iniciativa abre caminhos para o diálogo e a reconciliação nacional, tornando-se um espaço de unidade em torno de um objectivo supremo: a eliminação das sanções criminosas, um direito legítimo da Venezuela ao desenvolvimento, o bem-estar do seu povo e a vida.
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